terça-feira, 23 de julho de 2013

Capitulo 2 Parte 11


Quando abriu os olhos novamente, viu que ele estava sentado na ilhazinha tão longe que quase o chamou para voltar. Olhava para ela e a via dormir pensava como a faria ser útil dessa vez. Estava tão perdido nos seus pensamentos que nem percebeu que alguém se aproximava por aquela parte. Ana pensou que ele estivesse ouvindo também, tratou de se esconder atrás de uma arvore. O policial apareceu com a arma apontada para onde estava Zac. Ela correu e entrou na frente dele.

_Não atira!?

_Me diz para que exatamente estou apontando?

Ele segurou o braço dela apertando.

_Me largo, você e louco!

_Não sou não. Você também pode ver ele não pode? Pois fique sabendo que você vai morrer! Como ele fez com minha filha!

_Eu não sei do que você esta falando. Não sei de quem esta falando...

_Ele esta lá não esta? Fala pra mim para eu poder manda-lo de vez para onde não deveria ter saído!

_Você e louco... Você...

Zac estava agora ao lado dele. Olhando para ela, repreendendo-a para que ficasse calada.

_Não precisa dizer nada, ele vai embora.

Mas ela não iria ficar calada com todas aquelas acusações.

_Quem era sua filha?

_Cala a boca!

_Minha filha Sarah era linda. Ate esse fantasma assombrar a escola e entrar na vida dela. Todo mundo queria interna-la, mas eu sabia que ia passar. Ela todas as noites tinha pesadelos com ele. Conversava com ele mandava-o embora. Ate que eu nunca mais a vi. E quando me disseram que suas roupas estavam aqui. Soube logo que ele a havia matado. Não sabia nadar, o que ela faria aqui sozinha?

_Eu não sei...

_Claro que sabe! Ele quer alguma coisa, e você vai me contar!

_Se você abrir a boca, eu vou matar os dois agora!

_Falar e fácil, não acha? Eu não vejo nada.

Ana não sabia com quem falar quem responder. Eles estavam deixando-a louca. Não queria estar ali. Não queria ter conhecido Zac. Não queria que esse policial mesquinho a culpasse pela morte de sua filha.

_Ele esta aqui, não? Mandando você calar a boca, ou vai matar você? Eu o obedeceria, não vai querer arriscar a sua própria vida. Vamos embora, seus pais estão preocupados.

_Não vou a lugar nenhum com você! Fico onde eu quiser.

_Hoje e domingo, ou você vem ou será presa por invadir propriedade particular. Anda logo!

_Você vai ficar! Não vá com ele. Entre na água!

Só havia uma voz que ela poderia ouvir. Mas não sabia se poderia confiar nela. Zac... Quem e você? O que você quer tanto de uma pessoa que não tem nada a lhe oferecer. Foi andando de costas enquanto o policial dava passos para chegar mais perto dela, e força-la a ir com ele. Estava com tanto medo, tudo culpa de seus pais que não a deixaram ficar na casa de sua tia Alexias. Olhou para o lago e mergulhou. Não sabia nadar, odiava tanto aquilo que a fazia se lembrar de quando se afogou e ficou internada por muito tempo quando era criança. Sabia que não ia durar muito ali. Mas quem sabe aquele grosso não ia embora rápido antes que ela congelasse.

_Você que escolheu...
Ela já devia ter bebido metade da água. Quando alguma coisa a puxou para o fundo. Tentava se soltar, mas não conseguia. Não via mais nada com aquelas águas escuras. Não poderia segurar mais o ar que já não tinha. Mexia tanto os braços que começaram a doer. Estava tão desesperada que não tinha mais forças para fugir, fechou os olhos e não se lembrou de mais nada...

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