terça-feira, 23 de julho de 2013

Parte 12


Quando acordou estava deitada em uma grama tão fofa que parecia seus lençóis. Abriu os olhos e estava ao lado de Zac na tal ilha pequena. Ele parecia dormir, seu corpo estava molhado, tremia de frio. Ela se sentou e viu que seus pés estavam na água. Tentou arredar um pouco para trás, mas não ia arriscar cair na água, sendo que seu salva-vidas dormia como um anjo...

_Não estou dormindo.

Surpreendeu-se com a resposta. Só faltava ele ouvir os pensamentos dela. Respirou e se lembrou de como foi parar na água e como foi puxada para o fundo. A única pessoa que faria isso com ela e Zac. Porque ele fez isso? Mesmo sabendo que ela não sabia nadar.

_Porque você fez aquilo comigo? Eu poderia ter morrido afogada!

_Mas esta viva ne. Eu só queria ver como nadava. Essa e a sua missão.

_Você quase me matou. Eu não sei nadar! Você queria que eu saísse nadando como Michael Phelps?

Ela se levantou irritada, se desequilibrou e caiu na água novamente. Mas ele nem se moveu ficou olhando ela se debatendo e bebendo água. Achou ate engraçado, ia ter muito trabalho ensinando-a a nadar. Isso se não morresse antes. Ela não acreditava que ele estava rindo da sua cara. Viu que ele esticou a mão para ajuda-la. Pegou a mão dele, mas não subiu. Puxou ele que caiu todo estabanado. Começou a rir daquela situação rara. Percebeu que não estava afundando, ficou feliz que podia subir para a grama sem desmaiar de medo. Ele ficou olhando para a cara dela não achando graça alguma. O que fora aquilo? Brincadeira de mau gosto na hora errado. E com a pessoa errada. Pós a mão na cabeça dela e forçou-a para baixo, começou a afoga-la. Ela tentava arranhar seu rosto. Mas era inevitável. Ele não tinha senso de humor algum. Soltou-a e deixou que respirasse. Seus olhos já estavam vermelhinhos de tanto ficar nesse sofrimento. Não sentia seus pés. Ele subiu de novo e dessa vez não se ofereceu para ajudar. Com muito esforço, e muitos arranhões nas pernas ela sentou ao lado dele de novo. Dessa vez não faria movimento algum. Enquanto estivesse perto dele estaria viva, ou não...

_Vai me obrigar a ficar aqui ate quando?

_Se quiser pode ir. Não estou te obrigando...

Sabia qual era o jogo dele. Como chegaria do outro lado se não sabia nem ficar um segundo sem engolir água. Perdera tudo naquela festa sapato, roupa, bolsa, noção do tempo.

_Quantas horas são?

_São seis e pouco.

_Mas a gente chegou aqui faz nem uma hora?

_O tempo voa quando você esta comigo e nem percebe meu anjo.

_Eu não sou seu anjo. Você e um idiota isso sim.
Virou de costas para ele, olhando para o céu já estava escurecendo. E o sol estava aonde iria embora. Ele não estava ligando para a insastifaçao dela de esta ali. Queria mesmo era pensar como a faria nadar tão bem quanto ele. Deveria arrumar equipamentos para ela aprender a não depender deles. Ela estava com raiva por ele ser muito grosso com ela. Como assim ameaçar matar ela. Só estava tentando entender os problemas dele. Viu que o buraco era mais em baixo, não poderia compreendê-lo. Já estava ficando cansada e com as costas doloridas. Aproveitou que ele estava de olhos fechados e deitou em seu colo. Fechou os olhos, mas antes ficou imaginando o que se passava na cabeça dele. Sentiu que passava a mão em seus cabelos ainda molhados. Queria sorrir ou ao menos olhar para ele, retribuir o carinho. Mas se fizesse ele a jogaria na água com toda certeza. Tentava escolher uma musica para aquele momento, mas o sono foi maior. Sonhou que estava no seu quarto deitada, quando ouviu a porta abrindo. Olhou quem era Zac entrou e se sentou do seu lado. Ele fazia carinho em seu rosto, ela sorria. Deu um logo beijo em seus lábios e a olhou diretamente nos olhos. Mas ele tirou o outro braço detrás das suas costas e mostrou para ela a faca que tinha trago. ‘Você não me ajudou a viver, vou te retribuir a ajuda!’.

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