Quando acordou estava deitada em uma grama tão fofa que
parecia seus lençóis. Abriu os olhos e estava ao lado de Zac na tal ilha
pequena. Ele parecia dormir, seu corpo estava molhado, tremia de frio. Ela se
sentou e viu que seus pés estavam na água. Tentou arredar um pouco para trás,
mas não ia arriscar cair na água, sendo que seu salva-vidas dormia como um
anjo...
_Não estou dormindo.
Surpreendeu-se com a resposta. Só faltava ele ouvir os
pensamentos dela. Respirou e se lembrou de como foi parar na água e como foi
puxada para o fundo. A única pessoa que faria isso com ela e Zac. Porque ele
fez isso? Mesmo sabendo que ela não sabia nadar.
_Porque você fez aquilo comigo? Eu poderia ter morrido
afogada!
_Mas esta viva ne. Eu
só queria ver como nadava. Essa e a sua missão.
_Você quase me matou. Eu não sei nadar! Você queria que eu
saísse nadando como Michael Phelps?
Ela se levantou irritada, se desequilibrou e caiu na água
novamente. Mas ele nem se moveu ficou olhando ela se debatendo e bebendo água.
Achou ate engraçado, ia ter muito trabalho ensinando-a a nadar. Isso se não
morresse antes. Ela não acreditava que ele estava rindo da sua cara. Viu que
ele esticou a mão para ajuda-la. Pegou a mão dele, mas não subiu. Puxou ele que
caiu todo estabanado. Começou a rir daquela situação rara. Percebeu que não
estava afundando, ficou feliz que podia subir para a grama sem desmaiar de
medo. Ele ficou olhando para a cara dela não achando graça alguma. O que fora
aquilo? Brincadeira de mau gosto na hora errado. E com a pessoa errada. Pós a
mão na cabeça dela e forçou-a para baixo, começou a afoga-la. Ela tentava
arranhar seu rosto. Mas era inevitável. Ele não tinha senso de humor algum.
Soltou-a e deixou que respirasse. Seus olhos já estavam vermelhinhos de tanto
ficar nesse sofrimento. Não sentia seus pés. Ele subiu de novo e dessa vez não
se ofereceu para ajudar. Com muito esforço, e muitos arranhões nas pernas ela
sentou ao lado dele de novo. Dessa vez não faria movimento algum. Enquanto
estivesse perto dele estaria viva, ou não...
_Vai me obrigar a ficar aqui ate quando?
_Se quiser pode ir.
Não estou te obrigando...
Sabia qual era o jogo dele. Como chegaria do outro lado se
não sabia nem ficar um segundo sem engolir água. Perdera tudo naquela festa
sapato, roupa, bolsa, noção do tempo.
_Quantas horas são?
_São seis e pouco.
_Mas a gente chegou aqui faz nem uma hora?
_O tempo voa quando
você esta comigo e nem percebe meu anjo.
_Eu não sou seu anjo. Você e um idiota isso sim.
Virou de costas para ele, olhando para o céu já
estava escurecendo. E o sol estava aonde iria embora. Ele não estava ligando
para a insastifaçao dela de esta ali. Queria mesmo era pensar como a faria
nadar tão bem quanto ele. Deveria arrumar equipamentos para ela aprender a não
depender deles. Ela estava com raiva por ele ser muito grosso com ela. Como
assim ameaçar matar ela. Só estava tentando entender os problemas dele. Viu que
o buraco era mais em baixo, não poderia compreendê-lo. Já estava ficando
cansada e com as costas doloridas. Aproveitou que ele estava de olhos fechados
e deitou em seu colo. Fechou os olhos, mas antes ficou imaginando o que se
passava na cabeça dele. Sentiu que passava a mão em seus cabelos ainda
molhados. Queria sorrir ou ao menos olhar para ele, retribuir o carinho. Mas se
fizesse ele a jogaria na água com toda certeza. Tentava escolher uma musica
para aquele momento, mas o sono foi maior. Sonhou que estava no seu quarto
deitada, quando ouviu a porta abrindo. Olhou quem era Zac entrou e se sentou do
seu lado. Ele fazia carinho em seu rosto, ela sorria. Deu um logo beijo em seus
lábios e a olhou diretamente nos olhos. Mas ele tirou o outro braço detrás das suas
costas e mostrou para ela a faca que tinha trago. ‘Você não me ajudou a viver,
vou te retribuir a ajuda!’.
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