Ela levantou e ele a puxou pelo braço como sempre fazia. Os
dois saíram pelos fundos e começaram a longa caminhada. Ela não sabia para onde
estavam indo. O sol já denunciava nascer, e eles não pararam de andar desde que
saíram da festa. O caminho era o mesmo para o colégio. Será que ele estava
levando ela para sua casa ou para a casa dele? Ele tinha uma casa? Ainda dormia
no quarto dele?
_Não acha que esta na hora de usar os seus poderes
sobrenaturais e nos levar direto para onde quer ir?
_Cala a boca Ana...
Ela puxou seu braço com força ate que ele a largasse,
parasse de andar e olhasse para ela. Analice queria dizer algo, mas estava tão
aturdida que não acreditava que depois de tudo que aconteceu ainda tinha que
aturar esse mal criado, levando-a sabe-se lá para onde. Depois de tudo que
estava acontecendo com ela queria dizer mais a ele. Estava tudo entalado em sua
garganta, não poderia aguentar mais nada.
_Eu não entendo! Porque você sempre me trata assim? Como se
eu fosse sua empregada?!
_Eu não tenho que te
dar satisfações. Sou assim com todo mundo!
Ele nem se quer estava olhando na cara dela. Sabia que
estava alterada naquele momento.
_Então que vá pedir para todo mundo te ajudar! Porque eu
cansei, não sou sua escrava!
Ele se aproximou dela, já com as mãos levantadas. Mas perto
do seu rosto parou. Não podia repetir aquele ato. Aquilo foi sem pensar. Tinha
que ser mais como era antes. Aquela garota na sua frente era a sua ultima
esperança. Se ela o abandonasse jamais viveria novamente. Virou de costas e
fitou o céu escuro. Devia amanhecer a qualquer momento tinha que leva-la para
casa, antes que ele fizesse qualquer burrada.
_E a ultima vez que
vou repetir para você Analice. Eu escolhi você para me ajudar, e você tem a
obrigação de cumprir sem reclamar de nada. Não sou um cara bom! Agora se você
se sente como escrava minha, que assim seja.
_EU NÃO SOU SUA ESCRAVA!
Ana saiu correndo pela longa estrada deserta. Ele não a
seguiu, começou a caminhar novamente. Sabia que logo ela se cansaria e
começaria a fazer perguntas. Ela só queria estar longe dele, queria que sua
vida voltasse ao normal. Nem se lembra de qual foi a ultima vez que se sentiu
bem com alguém. Tudo estava errado. Ele não poderia mandar na vida dela. Mas
ela sabia que Zac poderia machucar seus pais. A falta de ar dificultava sua
corrida. Começou a dar passos longos, e olhar para trás. Ele não vinha mais a seguindo.
‘’como teve coragem de me abandonar aqui!’’ colocou as mãos nos joelhos, e
tentava puxar o ar normalmente. Suas lagrimas escorriam mesmo que ela não
quisesse. Começou a andar novamente, tentando reconhecer se era o caminho ate
sua casa. Como poderia saber onde estava se chegou à cidade há uma semana? Ele
estava na sua frente com a mesma blusa que ela estava usando dele. Não havia
reparado que ele vestira outra blusa. Como fez aquilo? Zac parou na sua frente
e pós as mãos em seu rosto. Ela sentiu um arrepio, não sabia o que ele poderia
estar fazendo. Ele lentamente pós as mãos em suas costas e a levantou. Carregou
ela ate o lago do colégio. Afinal onde mais ele poderia levar ela?
_Veja como aqui e
lindo de se ver o por do sol.
Ela olhou o seu rosto iluminado com tamanha beleza.
_E muito bonito mesmo...
Ele olhou para ela que desviou o rosto para frente. Pode
ouvir o seu riso daquela cena. ‘’não posso me apaixonar, não posso me
apaixonar. ’’ Ficou recitando seu mantra ate voltar a ter raiva dele.
_Afinal porque estamos aqui? Não gosto desse lugar! Não
posso vir aqui! Quero ir para casa, esta...
Zac se levantou e começou a tirar a roupa. Ana não estava
acreditando que ele faria uma afronta dessas. Ficou só de cueca na sua frente.
Ela estava sem fala, ele ria do seu rosto corado. Seu corpo era incrivelmente
definido. Não parecido com aqueles brutamontes. A pele clara, corpo esguio. Ele
era o homem mais lindo que ela já vira na vida. Queria tê-lo para ela, mas
sabia que isso era impossível.
_Quer dar um mergulho?
_Ha... Não sei
nadar. Eu não quero entrar ai... Quero ir embora...
_Tanto faz...
Ele afastou um pouco para trás e saiu em
disparada, ate dar um belo mergulho nas águas profundas. Aquilo sim era um
lago, mas era de uma escuridão assustadora. Não era cristalina como outros
belos lagos das cidades que já conheceu. Ele saiu dando braçada. Mergulhava e
nadava como um profissional. Ela não iria entrar naqueles trajes. Já não tinha
mais nada para esconder afinal. Encostou-se a arvore de sempre, e começou a
desfrutar da bela visa. ‘’porque ele não e sempre assim... Perfeito’’ acabou
pegando no sono imaginando como seria se ele fosse sempre assim.
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