quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Parte 30


Zac não os ouvia, estava deitado em sua cama segurando a foto em que estava com seus pais, estavam felizes. Chorava e tentava entender o que fizera de errado? Ouviu a sirene de uma ambulância parar bem próximo. Deviam estar nesse momento levando sua mãe embora. Porque as coisas aconteceram daquela maneira. Nunca devia ter saído de casa com a cabeça a mil. Não devia ter feito aquilo... Esta pagando pelos seus erros ate hoje. Olhou para o quarto que estava do jeito como se lembrava de ter deixado. Gostava de passar parte do seu tempo ali, estudando, treinando para ser um bom biólogo. Tudo dera errado, aquela ligação nunca deveria ter acontecido. Culpava-se pelas garotas que todos os anos ele atormentava, as obrigava a entrar naquele lago. No inicio foi pior. Quase matou Caroline.  Mas agora era diferente. Se Ana não fizer nada por ele, nunca mais terá uma chance de rever seu pai. Estava perdendo todos que amava. E junto delas iam suas esperanças. Ele já tentara tantas vezes se matar. Mas como faria isso? Já estava praticamente morto. Não queria continuar a viver daquela forma. Ferindo e magoando as pessoas. Como sua vida era injusta. Lembrou-se da primeira vez que viu Ana. Ela estava linda com o nascer do sol refletindo seus olhos azuis. Como quis nadar neles pela primeira vez que chegou perto. Quando a beijou e depois foi embora. Ela era a mais linda que ele já viu. E dependia dela para continuar a viver. Deixou a pobre coitada com medo de suas ameaças. Tinha que mudar sua maneira de trata-la. Mas de forma alguma deveria se envolver. Lembrou-se de quando fez amor com Sarah, ela estava apaixonada, mas ainda vivia tendo pesadelos e com medo dele. Ela foi seu único erro, não mais faria a mesma burrada. Tinha que de alguma forma controlar seus instintos. E a única que podia vê-lo parecia ser tão ingênua, tão pura...

Passou a ficar na companhia de seu pai. Mesmo sem ele poder vê-lo. Quando estava tomando café também se sentava a mesa. Quando ia dormir dava boa noite e ia para seu quarto. E foi assim sua semana. Zac não podia dormir, tentava, mas nada acontecia, queria sonhar, mas não era possível. No sábado quando levantou viu que tinha um travesseiro seu jogado ao canto do guarda-roupa. Parecia escondido. Pegou ele, e era seu favorito. Chegou perto do nariz e aspirou o perfume que estava impregnado nele. Mais que isso estava borrado de batom vermelho. Ana. Sentiu novamente o cheiro, como ela foi aparecer ali? Será que havia se deitado em sua cama? Olhou ao redor procurando algum erro. Sua mãe deve ter trocado de travesseiro, mas como não tinha motivos para lava-lo, o abandonou ali. Tacou-o no chão e foi embora, foi atrás dela, com muita raiva.

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