Ela parou de esconder e terminou de se vestir. Bela não
perguntou mais nada, foi procurar Helena que fazia um lanche para as visitas
que não existiam. Ana estava pensando em como seria sua vida sem ele. Sentiria
sua falta, de seu sorriso, ate mesmo da sua agressividade. Tudo era atrativo
para ela, era como se eles tivessem uma conexão. Desceu as escadas e chamou
Isabela. As duas começaram a caminhar em silencio, não tinha nada para falar um
para a outra. Muitas vezes Bela parava na frente de uma loja e começava a babar
na vitrine. As duas chegaram ao bairro onde o pai de Zac morava. Bela não fazia
ideia de onde estava. Mas era para onde Ana queria estar. Foram ate a porta e
bateram palmas. Ninguém respondeu de primeira. Bela foi ate a janela e forçou
para olhar lá dentro, mas não via ninguém.
_Ta vendo alguma coisa?
_Ana quem mora aqui? Não a nada ali dentro.
Quando ela ia bater na porta ela se abriu assustando-as. O
pai de Zac a encarava sem reconhecer, depois olhou a outra garota bisbilhotando
na sua janela. Não sabia o que elas queriam ali, mas não ia servir sala.
_O que as duas querem?
Ana foi ate ele e estendeu a mão, mas ele não aceitou. Ela
abaixou-a sem graça e chegou perto dele.
_Não se lembra de mim? Estive aqui há pouco tempo atrás,
você e sua...
_Ela esta morta! Não a nada aqui mais para vocês duas.
_Eu sinto muito, mas queríamos falar com o senhor sobre seu
filho...
_Zac? Não quero falar sobre ele! Aquele garoto que eu tanto
considerei como filho morrei e levou minha esposa junto...
Ela falava tão alto, parecia estar realmente zangado.
Colocou a mão no peito e cambaleou para trás tonto. As duas foram correndo
segurar ele antes que caísse. Levaram-no ate o sofá e ajudou ele a sentar. Bela
parecia espantado, de quem Ana estava falando? Zac não estava morto?Ana sentou
ao lado dele segurando a sua mão.
_Eu sinto muito senhor... Mas como assim o considerou como
filho?
_Zac nunca foi nosso filho de sangue.
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