sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Parte 55


Ana não teve como o segurar. Viu Zac se levantando e indo em direção a Lucas e tacando-o contra a arvore. Lucas desmaiou com a batida, Ana levantou e puxou Zac pra longe dele. Só que ele a empurrou no chão, e voltou para a sua diversão. Pegou Lucas e o levou para o lago, e começou a afunda-lo. Como ele estava descordado não podia se defender. Ana foi ate a água e tentou puxa-lo para ela.

_Largar ele Zac!

_Porque esta tentando defende-lo! Por acaso esta apaixonada por ele?

_Eu não estou! Solta ele, por favor. Não pode sair ferindo as pessoas assim.

_Eu faço o que eu quiser com quem eu quiser e na hora que eu quiser!

Voltou a colocar a cabeça dele dentro d’gua. Estava com muita raiva. Primeiro por ele ter beijado ela. Segundo por ter aparecido na vida dela, e terceiro por ser irmão de Sarah. Não queria mata-lo, mas estava quase. Foram ouvidos novamente passos de alguém vindo. Ana começou a chorar, e batia no braço de Zac para que ele o largasse. Não importava pra quem estivesse vindo. Lucas estava sem reação. Parecia um boneco sem vida nas mãos dele. Culpou-se por aquilo esta acontecendo, se ela não tivesse dado bola para ele quando foi falar com ela na biblioteca. Se não tivesse acreditado que poderia substituir Zac por ele. Agora estava quase sendo morto, por alguém que nem podia ver, mas ela sim. Zac o largou e mergulhou nas águas escuras. Ana segurou Lucas nos braços e ficou aliviada por ele ter ido embora. Mas assim que olhou para a grama viu porque o largou. David estava parado olhando ela, apontando uma arma e com uma lanterna noutra mão.

_Analice, saia da água. Você esta presa!

Parte 54


Ela olhou de volta para seu rosto, sentiu os respingos do cabelo dele cair em seu rosto. Não sentia mais frio. Como ele era perfeito ate na chuva. Ele estava tão perto dela, seu corpo pesada a fazia sentir mais do que dor. Levantou de leve sua cabeça ate que seus lábios se encontrassem. Ele não recuo, pegou o rosto dela entre as mãos e rolou no chão para que ela ficasse em cima dele. Aquilo foi incrível, ela não sabia o que estava fazendo. Ele novamente a pegou de surpresa como aquela noite no seu quarto. Não havia mais espaço entre eles. Ana sentiu a chuva ficar mais forte, voltou a sentir frio. Mas não queria parar de beija-lo sair de perto dele. Mas ele parou, encostou a cabeça no chão e fechou os olhos. Segurava a cintura dela forte. A sentia de verdade. Ana ficou olhando para ele, imóvel debaixo dela. Correu os dedos pelo peito dele. Queria poder vê-lo sem camisa, beija-lo todo.

_Porque você faz isso comigo?

Aquela pergunta a pegou de surpresa. Não estava fazendo absolutamente nada, só seguia as suas vontades. Ele parecia ser feito para ela, perigoso, diferente, único.

_Eu não estou fazendo nada Zac...

_ANALICE!

Ouviu seu nome sendo espremido contra o ar. Olhou para o caminho por onde sempre a levava ate ali. Alguém estava vindo em direção a eles. Voltou a ser tacada no chão, pega de surpresa. Seus braços foram presos sobre sua cabeça. Olhou para ele, mas nem reclamou. Os dois olharam de volta para os passos que só aumentavam. Ficaram calados. Dessa vez não foi Daniel que veio salvar ela, mas sim Lucas. Ele estava com uma lanterna e apontava para ela. Via deitada no chão com as mãos para cima, não sabia o que ela estava fazendo.

_Lucas!

_Ainda bem que eu te achei antes que a policia chegue aqui... Alguém ligou para a delegacia e disse que vocês invadiram aqui. Bela me ligou e pediu que eu viesse tirar você daqui. O que esta fazendo nesse chão sujo?

_Eu... Zac!

Parte 53


Ouviu passos correndo entre as arvores. Olhava em direção do som, mas não via nada, ninguém. Mas alguém ali continuava a correr em círculos, fazendo-a girar tentando olhar quem era. Começou a sentir medo, e se não fosse Zac? Alguém poderia querer feri-la, estava sozinha no lugar errado, sem nenhuma possibilidade de pedir ajuda. Olhou para o céu e viu as nuvens carregadas de chuva, iria começar a chover a qualquer momento. Novamente foi tacada para frente, mas dessa vez caiu no chão. E alguém subiu em cima dela. Começou a se debater com os olhos fechados, estava com medo de olhar quem era. Zac segurou os braços dela sobre sua cabeça, firme na terra. Prendeu mais firme suas pernas entre as dela. Não tinha como fugir.

_Olha para mim!

Ela reconheceu a voz dele e abriu os olhos. Zac estava molhado, na verdade já estava chovendo. Ele estava ofegante, comprimia o corpo dela contra o chão frio. Ao mesmo tempo em que sentiu medo, se sentiu atraída por ele de alguma forma. Aquilo não era para fazê-la medo, e sim sentir prazer por estar com ele. Os dois olhavam nos olhos um do outro, conectados por um tempo que não conheciam. Ela não sabia o que dizer, ele não era flor que se cheira, sempre que estava por perto dela a machucava de alguma forma.

_Porque você sempre faz isso comigo? Quando não tenta me afogar, me bate... Por quê?

_Estou magoado não percebe? Você e aquele cara... Você mentiu para mim, você disse que nunca ficaria com outro...

_Eu nunca disse isso para você.

_Na primeira noite em que estive no seu quarto, você dormia e disse isso. Eu estava lá... Ele não te merece.

Ela tentou se lembrar, mas como ele disse ela dormia. De qualquer forma, não devia nem ter sonhando com ele, aquilo não foi para ele. Olhou para o caminho de volta para o colégio. Já era tarde, provavelmente com ele ali seu tempo estava passando mais rápido.

_Ana eu...

Parte 52


Elas entraram e fecharam o portão. Caminharam alem do estacionamento, Bela pensou que ela estive indo entrar, mas viu que ela ia em direção à quadra de esportes. Correu atrás dela, olhando sempre para trás. Já estava escurecendo, nem deu tempo de olhar o relógio. Se alguém chegasse ali, estariam ferradas. Viu que ela estava quase entrando no bosque, já sabia o que foram fazer ali, não ela, mas Analice.

_Ana!

Ele olhou para trás e pediu que ela ficasse em silencio.

_Aonde você esta indo – sussurrou – ta escurecendo.

_Fique ai, se alguém aparecer se esconda. E se eu demorar vá atrás de Lucas!

_Ana...

Ela já tinha sumido no meio de tantas arvores. Ana foi andando em direção ao lago, estava atrás dele. Torcia que o encontrasse que pudesse dizer tudo o que havia acontecido. Não enxergava o caminho muito bem, os galhos a cortavam. ‘faz quanto tempo que não vem cuidar desse matagal?’. Assim que chegou estava ofegante, e não o avistava em lugar algum.

_ZAC?

Seu grito ecoava pelo espaço vazio. Começou fazer tanto frio, mas só estava de camiseta. Pensou em voltar, mas estava determinada a falar com ele. Queria explicar que não estava acontecendo nada entre ela e Lucas. Começou a se sentir culpada, não deveria deixa-lo saber de seus assuntos com outros caras. Mas se ele ficou com tanta raiva devia sentir algo por ela. Mas o que ele sentia que o fazia bater nela, tentar afoga-la? Tentou gritar mais alto.

_ZAC!
Não pode tentar outra vez, foi empurrada para dentro do lago. A água estava tão gelada, que imediatamente começou a tremer. Voltou a olhar para a mata e não tinha ninguém ali. Só podia ser ele, quem gostava de feri-la? Aproveitou que não estava no fundo e foi caminhando de volta pra terra. Ficava atenta aos ruídos que ouvia. Quem fez isso com ela não tinha ido embora. Pensou em gritar por Bela, mas nada podia ser feito por ela. Passou as mãos na roupa encharcada, tremia de frio, o vento gelado só fazia a situação dela piorar.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Parte 51


A ligação foi cortada. Ela voltou a ouvir a conversa. Fazia o possível para não ser ouvida.

_Qual o seu nome moça?

_Me chamo Analice...

_Eu não sei o que quer de mim. Estou vivendo meus piores dias solitários aqui nesta casa. Sem minha esposa, meu filho. Todos se foram, queria acreditar nas suas palavras, mas ele não pode mais voltar. Agora se puder gostaria que se retirasse.

_Mas eu...

_Não me obrigue a ser grosso. Não quero você aqui dentro da minha casa. Agora vá! Leve sua amiga.

Levantou nervoso e foi ate a cozinha. Deu de cara a Bela com o copo na mão. Pegou-a pelo braço e a puxou ate a porta. Ana veio atrás estranhando a reação dele. Mas as duas saíram sem reclamar. Ate que a porta foi fechada bruscamente em suas caras.

_Porque você estava falando com ele sobre o filho dele?

_Você sabe sobre o Zac?

_Não... Eu ouvi um pouco da conversa... Você e louca sabia? Coitado dele, tão idoso e tem que ficar lindando com esse tipo de garota.

_Bela porque você me deu esse colar?

_Porque você esta mudando de assunto?

_Eu te fiz uma pergunta!

Bela olhou ao redor sem ter o que falar. Não esperava por aquele pergunta ainda mais agora.

_Eu te dei porque você e minha amiga.

_Quem gravou a mensagem nele?

_Eu não sei Ana... A qual e, o que você esta pensando? Não sabia que era proibido ser legal!

_Vamos logo.

Ela saiu andando na frente. Bela agradeceu pelo termino da conversa. Aquilo poderia não ter fim. Saiu atrás dela. Como Ana não estava caminhando de volta para sua casa, Bela deu a ideia de irem de taxi para onde ela queria ir. O carro parou nos portões do colégio onde elas estudavam. Ana desceu e não pagou a corrida. Bela revirou os bolsos e pagou o taxista. Ela seguiu a amiga que já estava abrindo o portão.

_Você esta louca Ana!

_Fala baixo. Preciso entrar lá dentro. Se não quiser fique aqui fora. Se alguém chegar me manda uma mensagem.

_Você não esta sem celular?

_Peguei o de Lucas. Ele não vai sentir falta alguma.

_Não vou deixa-la ir sozinha. Vou entrar com você.

_Então vamos e fique em silencio.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Capitulo 5 Parte 50


_Estávamos em um passeio em um bosque lindo onde hoje e o colégio de vocês. E lá estava uma criança pequena dentro de uma cesta no lago. Minha esposa foi ate a cesta e viu o bebe chorando, sentiu tanta pena que pediu que levasse ele para casa como nosso filho. De inicio não aceitei, mas ela me convenceu no final.

_Zac não e filho de vocês... O meu Deus, então quem são os pais biológicos dele?

_Não sabíamos ninguém procurou por ele, e por fim o criamos. Minha mulher não podia ter filhos, aceitamos aquilo como uma benção. E ele cresceu saudável, inteligente, bonito. Recebíamos muitos elogios de como criamos ele. Algumas pessoas desconfiaram por não ter visto ela grávida. Mas nada nos impediu de ser feliz.

Ana pela primeira vez reparou na ultima vez que esteve ali, os dois não tinham nada parecido com ele. Nem a cor dos olhos. Sentiu tanta pena deles, não sabia em quer culpar. Talvez tudo fosse culpa do amigo dele. Se não tivesse ligado, Zac estaria em casa naquele momento, mas nunca teria conhecido ela...

_Eu tenho uma coisa para te contar... Eu sei que o senhor vai ficar confuso me achar louca... Eu vejo Zac, ele esta vivo!

Ela pode o sentir estremecer. O pai dele puxou sua mão e afastou um pouco dele. Olhou para o chão, respirou profundamente, não queria falar sobre seu filho. Que menina louca, ele esta morto! Bela chegou perto da amiga em sinal para que ela parasse de falar sobre ele. Percebendo que o senhor ali não estava se sentido muito bem, parecia estar doente.

_Ana...

_Bela, por favor... Busca uma água com açúcar para mim.

Ela não queria sair, mas acabou indo vasculhar a cozinha. Ana voltou a se aproximar dele e tentar pegar na sua mão, mas ela não deixou que ela o tocasse.

_O que você quer aqui? Vá embora, não sabe quem e meu filho, ele nunca mais vai voltar.

_Eu sei que e estanho, mas eu posso vê-lo, ele esta vivo sim e vou trazê-lo de volta para casa.

_Quem você pensa que e? Deus. Não pode trazê-lo de volta. Saia da minha casa ou vou chamar a policia!

_O senhor tem que me ouvir, eu preciso saber onde encontra-lo. Ele não quer que eu o ajude por uma coisa que aconteceu. Não sei onde encontra-lo, preciso fazer alguma coisa por ele. Eu... eu amo seu filho.

Pela primeira vez ele olhou no rosto dela. Lagrimas escorriam pelo seu rosto. Ela não parecia estar mentindo. E por que estaria? Como ela ama alguém que nunca conheceu, que esta morta? Ele pensou duas vezes antes de colocar a mão sobre a dela.

_Minha filha, não sabe o que esta falando... Ele não pode voltar mais.

_Claro que pode... – ela enxugou as lagrimas, começou a sentir raiva por ter colocado tudo a perder. Ela era a única que podia chegar ate ele. Parece que esse tempo todo esteve com os ouvidos fechados, não o ouviu. – no começo eu achei que estava louca, mas era ele tentando falar comigo. Ele esta vivo, eu sei onde ele esta. Eu tenho que ir ate lá, mas antes preciso aprender algumas coisas.

Bela pegou o copo, mas ao invés de colocar açúcar colocou sal. Não percebeu parecia a mesma coisa. Foi indo para a sala, mas parou para ouvir a conversar. Então ela sabia que podia ajuda-lo. Enfim tudo vai recomeçar. Pegou o telefone e fez uma ligação.

_Alo?

_Oi sou eu... – sussurrou bem baixinho para que ninguém ouvisse – estou ligando para falar que ela já sabe de tudo. Não sei mais o que fazer aqui.

_Não saia de perto dela nem por um segundo. Logo estarei pronto.

_Mas ela esta fazendo perguntas demais...
Tu tu tu.
Me desculpem por não estar mais postando muito. Primeiro estou um pouco desanimada para escrever. E segundo estou com alguns problemas a serem resolvidos. Mas não deixarei de estar postando. Algumas pessoas entraram em contato comigo e pediram para continuar, por estarem ansiosos com a continuação. Enfim só queria dizer que não deixarei de escrever. O que e minha paixão, um grande motivo para estar de bem com a vida. :)

Parte 49


Ela parou de esconder e terminou de se vestir. Bela não perguntou mais nada, foi procurar Helena que fazia um lanche para as visitas que não existiam. Ana estava pensando em como seria sua vida sem ele. Sentiria sua falta, de seu sorriso, ate mesmo da sua agressividade. Tudo era atrativo para ela, era como se eles tivessem uma conexão. Desceu as escadas e chamou Isabela. As duas começaram a caminhar em silencio, não tinha nada para falar um para a outra. Muitas vezes Bela parava na frente de uma loja e começava a babar na vitrine. As duas chegaram ao bairro onde o pai de Zac morava. Bela não fazia ideia de onde estava. Mas era para onde Ana queria estar. Foram ate a porta e bateram palmas. Ninguém respondeu de primeira. Bela foi ate a janela e forçou para olhar lá dentro, mas não via ninguém.

_Ta vendo alguma coisa?

_Ana quem mora aqui? Não a nada ali dentro.

Quando ela ia bater na porta ela se abriu assustando-as. O pai de Zac a encarava sem reconhecer, depois olhou a outra garota bisbilhotando na sua janela. Não sabia o que elas queriam ali, mas não ia servir sala.

_O que as duas querem?

Ana foi ate ele e estendeu a mão, mas ele não aceitou. Ela abaixou-a sem graça e chegou perto dele.

_Não se lembra de mim? Estive aqui há pouco tempo atrás, você e sua...

_Ela esta morta! Não a nada aqui mais para vocês duas.

_Eu sinto muito, mas queríamos falar com o senhor sobre seu filho...

_Zac? Não quero falar sobre ele! Aquele garoto que eu tanto considerei como filho morrei e levou minha esposa junto...

Ela falava tão alto, parecia estar realmente zangado. Colocou a mão no peito e cambaleou para trás tonto. As duas foram correndo segurar ele antes que caísse. Levaram-no ate o sofá e ajudou ele a sentar. Bela parecia espantado, de quem Ana estava falando? Zac não estava morto?Ana sentou ao lado dele segurando a sua mão.

_Eu sinto muito senhor... Mas como assim o considerou como filho?
_Zac nunca foi nosso filho de sangue.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Parte 48


Lucas largou a mão dela e se levantou sem graça. Ana aproveitou para se afastar dele. Mas não deixava de olhar para Zac com medo do que ele poderia fazer.

_Bela o que você esta fazendo aqui?

_Eu vim te visitar amiga. Fiquei sabendo que caiu da escada. Estava viajando com meus pais, mas voltei por sua causa.

Ela se sentou no sofá e ficou olhando para os dois em pé com cara de assustados.

_Algum problema Ana?

_Nenhum e que...

A porta novamente e aberta, dessa vez helena entra cheia de sacolas nos braços. Lucas se adianta para ajuda-la.

_Obrigada querido...

Os dois foram para cozinha.

_Bela, por favor, me tira daqui. Lucas esta doido. Me chama pra ir a algum lugar que ele não possa ir. Não sei o que fazer.

_Não adianta fugir anjo...

_Mas ele por acaso esta te pedindo em namoro?

_Claro que não! Só você pode me tirar daqui. Quando estivermos em um lugar tranquilo eu te conto tudo...

Lucas voltou para sala.

_Então Ana que tão darmos uma olhada na nova loja de sapatos que abriu na são Carlos?

_Se vocês quiserem eu levo vocês de carro?

_Não!

Ana foi tão precipitada que os três olharam para ela. Estava tão desesperada em sair daquela situação. Só podia estar dormindo ainda. Porque Lucas não ia curtir a namoradinha. Tinha que ficar pilhando a cabeça de Zac.

_Eu e Bela temos um assunto importante para conversar. Se e que você me entende.

_Mas Ana... Eu tenho que conversar com você ainda.

_Lucas amanha a gente conversa no colégio... Temos muito tempo ainda para conversar. Vem Bela vou trocar de roupa.

Elas subiram as escadas correndo para o quarto. Lucas ficou parado pensando no que fazer. Zac o encarava com tanta raiva. Quem aquele cara pensa que esta fazendo? ‘ela e só minha!’. Por fim ele foi embora e Zac subiu. Ana estava de sutiã vestindo uma calça jeans.

_Zac!

Bela se assustou com seu grito e ficou olhando para porta fechada. A amiga era louca acabou de constatar.

_Ana porque esta gritando?

Mas ela não ouvia, vestia a calça correndo, e se escondia atrás da porta aberta do seu guarda-roupa.

_Tem alguém aqui?

_Cala a boca Bela! Saia daqui!

_Você mentiu para mim... Disse que não teria nada, que ele era só um amigo.

_Por favor, não quero falar sobre isso.

_Acho que não preciso mais da sua ajuda... Você não e a garota que eu pensei poder confiar.

Ana abriu a boca para falar, mas as palavras não saíram. Ele foi embora e Bela ficou olhando para ela. Porque ele disse aquilo? Tinha finalmente desistido dela?

_Ana você ainda vai sair?

_Sim temos que ir a um lugar...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Parte 47


_Porque você não esta com ela?

_Agora você se lembrou? Eu vim ate aqui porque você sumiu lá de casa. Pediu que eu lhe levasse embora. Ela não me disse com quem tinha saído, mas estava mancando e estava distraída. Para onde você foi?

_Porque esse cara esta fazendo aqui? Ate parece seu namorado. Não e para contar sobre ontem...

_Eu vim para casa... E passei o tempo todo aqui.

_Você não estava aqui. Eu liguei para cá. Sua mãe falou que você poderia estar na casa de Bela. Mas eu não sei onde ela mora nem seu telefone. Porque esta mentindo para mim? Eu sei que você ainda deve estar pensando no nosso beijo...

_Lucas!

_Beijo?

Zac se levantou e ficou confrontando ele mentalmente. Nem quis olhar para ela. Não acreditava que foi tão rápido assim. Ela não podia ter feito isso com ele. Ela não merecia esse filhinho de papai. Ela era sua.

_Ana eu sei que você esta arrependida, mas eu não te culpo. Foi bom, e se eu pudesse te beijaria novamente... – ele levantou e ajoelhou na frente dela pegando a sua mão – você e linda você e uma amiga especial. Mas você sabe que eu tenho que ficar com ela.

_Vocês dois se beijaram e isso?

_Eu... Eu quero que você vá embora!

_Não vou embora!

_Mas eu não posso ir e deixa-la assim...

Ana não sabia mais o que falar. Ficava olhando de um ao outro. Lucas não poderia ter escolhido hora pior. Zac esperava que ela dissesse alguma coisa. Mas ela estava completamente paralisada, sem saber o que falar com os dois. A porta foi aberta e Bela entrou saltitando e sorrindo. Parou na hora que reparou em Lucas ajoelhado.

_Isso e muito fofo? Seus pais já sabem Aninha?

Parte 46


_Ana querida... Acorda...

_Hmmm. Que foi mãe?

_Lucas esta lá em baixo querendo falar com você.

Helena saiu do quarto. Ana levantou a cabeça e olhou o relógio ao lado da cama. 11h45min. Quem vai à casa das pessoas nesse horário? Não tinha dormido direito, ainda estava bastante cansada. O que Lucas queria? Ela não queria falar com ele. Será que a namoradinha veio junto? Levantou da cama e vestiu um short rasgado e uma regata branca. Olhou para sua cara no espelho. O que aconteceu ontem? Ela não se lembrava de nada. Desceu as escadas e ele a esperava sentado no sofá. Estava com margaridas na mão. Eram pra ela? Ela olhou ao redor procurando por sua mãe.

_Ela saiu. Disse que buscaria o café pra você...

Ana sentou no sofá de frente pra ele e continuou olhando para as flores. Era linda, sua preferida. Por fim conseguiu olhar no rosto dele. Porque sentia que tinha alguma coisa errada com ela? Porque estava estranha com ele? O que aconteceu ontem?

_O que você veio fazer aqui?

_Eu vim lhe pedir desculpas por ontem...

_O que aconteceu ontem?

_Você não lembra? E... Valentina voltou antes da data que havia me falado...

_Você deve estar feliz não? Pra quem essas flores?

_Ana elas são suas... Você recebeu no hospital... Não se lembra?

_E. Sim. Então você veio para pedir desculpas por que sua amiga voltou. O que eu tenho haver com isso?

_Onde você foi ontem depois que saiu do meu apartamento? O que aconteceu com seus ferimentos?

Ana levantou e ficou andando de um lado para outro. Estava confusa, o que aconteceu na noite passada que não se lembrava de nada? O que tinha acontecido que Lucas estava lhe pedindo desculpas? Estava torcendo que sua mãe chegasse e ele parece de falar sobre essas coisas. Foi ate ele e pegou as flores. Primeiro cheirou e depois foi ate a cozinha pegar um vaso. Elas estavam frescas, tinham sido recolhidas recentemente. Quem foi que lhe deu essas margaridas? E o que estava fazendo no hospital? Voltou para sala com o vaso pronto e colocou na mesa central. Voltou a se sentar e olhou para ele. Zac estava sentando ao lado de Lucas olhando para ela. Não disse nada. Encostou-se mais ainda no sofá e abriu os braços relaxando. Quando olhou para ele, ela se lembrou de tudo. Acidente, hospital, medico bonito, beijo, flores, Valentina, lago...

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Parte 45


Zac olhou para a porta e depois voltou a olhar para ela. Será que devia se deitar com ela? Para ela não parecia nada inocente da sua parte. Da ultima vez que se deitou na cama com ela, teve que fugir. Em um impulso tirou sua blusa, e foi se deitar ao lado dela. Ana aconchegou-se nele, sentindo seu corpo quente. Não pensavam em nada naquele momento. Ela tentou dormir, ele tentou ficar quieto e esperar ela dormir para ir embora. Mas havia alguma conexão ali que eles não conseguiam perceber. Quando se estão juntos, querem mais do que ficar junto. Ela de olhos fechados tentava chamar o sono, mas ele não vinha. Parecia que tinha despertado na hora certa, mas não conseguiria dormir novamente, não com ele ali. Zac olhou para o teto, imaginou coisas sem sentindo, na hora errada. Ate que finalmente o silencio foi quebrado.

_O que você sente por mim Zac?

_Eu acho você chata...

_Isso não e classificado como um sentimento para mim.

­_Não sinto nada... Só quero que faça o que te peço... Depois segue sua vida sem se lembrar de mim. Agora vai dormir ta esta tarde.

Ele disse com a voz tremendo, será que era verdade o que dizia? Ou só queria que ela não gostasse dele antes da hora? Isso claro era impossível com o super jeito dele. Ana pensou em Sarah com quem ele teve um caso. E também pensou nas outras pessoas que podiam ver ele, será que eram todas garotas? E a sua ex-namorada, será que não tinha vontade de voltar para ela? Vai ver era por isso que ele evitava falar de sentimentos. E sempre a tratava de forma fria. Ana sabia que era apaixonável so não entendia o que ele sentia por ele. Será que era nada mesmo?

_Onde Belinda esta?

Por essa Zac não esperava. Não queria falar sobre ela naquele momento. Que diferença fazia saber onde ela estava.

_Eu não sei...

Ela não perguntou mais nada. Por sorte se sentiu sonolenta. Na verdade era Zac tirando seu tempo deixando-a mais cansada e ajudando a dormir. Esperou ate se passar pelo menos 15 minutos para ter certeza de que ela dormia, para sair da cama. Saiu de baixo do edredom e foi ate a porta, mas antes olhou uma ultima vez para cama. Ela parecia um anjo dormindo. Pena que pergunta demais quando acordada. ‘melhor parar de pensar nela de uma vez’. Ele voltou para o seu mundinho e ela sonhou com os dois tendo um lindo encontro ao luar. Mas tudo não passava de um sonho.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Parte 44


Ela o soltou e voltou a se deitar em seu colo. Zac dessa vez estava sentado, e fazia carinho nos cabelos úmidos dela. Ana não percebeu que ele pegava seu tempo. Já devia estar de madrugada. Não podia perder mais tempo com ele. E se um dia ele pegasse mais do que necessário? Adormeceu aos prantos. Os soluços eram constantes. Mas ele não se importou, sabia que ela não iria desistir de ajuda-lo. Não queria que ela o abandonasse. Faria o possível para ajuda-la a entrar lá dentro e seguir o seu destino. Afinal ela era a sua ultima alma gêmea. Não poderia perder a ultima mulher da sua vida. Sentia-se culpado por não contar isso a ela. Como diria que seus destinos foram traçados a milhares de anos? A varias passagens de vidas? Já estava assustada demais com o que já sabia. Ele já a amava, mas sabia das consequências de se apaixonar antes. Quando voltasse a vida, não mais se lembraria dela. Não saberia dos anos que passou tentando acabar com o que ele mesmo fez a si. Pegou-a no colo e a levou para casa. Entrou pela porta da frente, os pais dela dormiam, será que não sentiram sua falta? Entrou no seu quarto e colocou-a com cuidado na cama. Não podia deixa-la vê-lo fazer aquele gesto. Sempre foi assim, só acordar depois de entregue em casa. Tirou suas roupas molhadas, e a vestiu com a camisola de algodão que sempre usava no verão.  Jogou o cobertor ate ter certeza que ela não sentiria frio. Ainda ficou um momento olhando para ela. Será que demoraria a acordar? Queria olhar nos olhos dela pela ultima vez naquele dia. Como ela era linda. Não merecia garota assim, ainda que fosse para ele. Tudo que fez passar ate hoje, somente coisas ruins. Quase a matou da ultima vez na escada. Ana se mexeu na cama e abriu os olhos. Viu ele parado perto da porta a lhe encarar. Esfregou os olhos e olhou bem onde estava. Em casa. Ele não se moveu, olhou aquela garota despertar lentamente. Parecia um sonho vê-la daquele jeito.

_Oi...

Ana arredou mais para o lado da cama e chamou ele para se deitar.

_Venha dormir comigo...

Parte 43


Ela levantou a cabeça e olhou para ele. Só podia ser brincadeira dele. Como era possível alguém ficar tanto tempo dentro da água. Respirando, como ele respirava?

_Mas como e possível?

_Eu ainda utilizo o aparelho para respirar, a mascara de oxigênio sabe? Mas tem muito tempo que estou lá, eu passei a ficar fraco, não ia durar muito. Foi então que eu vim parar aqui fora. Não sei como, e certas pessoas podem me ver, mas são raras. E quando eu tenho contato com essas pessoas roubo o tempo delas e continuo sobrevivendo. Por isso que seu tempo passa rápido quando esta comigo.

_Você hoje pegou meu tempo, e com isso continua vivo lá em baixo...

Ela sentou e ficou fitando o lago. A luz da lua refletia as águas. Uma imagem muito bonita na hora certa. Mas será que ela era a pessoa certa?

_Onde eu entro nessa historia Zac?

_Você e a única que pode ir lá em baixo me buscar... A única...

Não tinha mais nada para dizer a ele. Era loucura o que ele contava. Como alguém poderia sobreviver daquela forma? Agora sabia por que ele era assim, tanto tempo esperando por alguém que o tirasse dali. Tanto tempo perdido, e os pais dele a espera. Sentiu tanta pena dele, queria ajudar, mas não tinha coragem nem fôlego para aceitar aquela proposta. Como deveria ser a vida dele, vivendo lá e aqui ao mesmo tempo. Ela virou para ele novamente, que ainda a fitava. Abraçou-o como nunca abraçou ninguém. Suas lagrimas escorriam sem parar, ele não era nem um pouco confiável, mas ainda precisava de carinho como todo mundo. Ele também a abraçou bem apertado. Ela fez carinho nos seus cabelos dourados, não queria largá-lo nunca mais. Queria que ele ficasse bem com aquele simples gesto. Que ele voltasse a ser aquele cara bom e feliz como sua mãe o descrevera. Queria pegar toda a sua dor, não queria vê-lo sofrer. Apesar de ainda sentir medo dele, sabia que ninguém merecia passar pelo que estava acontecendo com ele, há anos.

_Minha mãe morreu no inicio da semana passada...

_Eu sinto muito... Então e por isso que você ficou todo aquele tempo sem aparecer?

_Eu senti vontade de ficar um pouco com meu pai. Não sei como ele ira reagir quando me ver de volta. Isso se você conseguir...

Ela ainda o abraçava não queria responder sim ou não. Ainda não tinha pensado nas consequências. E se ele estiver muito no fundo do lago, como ela faria para chegar ate ele?

_Porque não me deixa chamar alguém que ira entrar comigo? Um mergulhador.

_Só você que tem que entrar mais ninguém!

_Mas Zac... Eu não sei se vou conseguir. Não sei onde te encontrar...

_Eu estarei do seu lado, não se esqueça disso. Levarei-te ate onde eu puder... Sinto muito por estar fazendo você passar por isso, mas anjo, você e minha ultima esperança...

Parte 42


Quando Ana pós os pés na grama não sentiu dor alguma. Andou um pouco e não estava mancando. Olhou para Zac deitado no chão com as mãos atrás da cabeça. Ele não estava molhado, só o cabelo que parecia úmido.

_Como você faz isso?

_Eu não sei. Só faço.

Ela foi pra perto dele e deitou do seu lado, mas sentiu certa liberdade e colocou a cabeça em sua barriga. Os dois ficaram olhando a lua, estava radiante naquela noite. As estrelas o faziam ter seu brilho próprio. Qual era o motivo daquilo tudo? Porque ele era legal, mas não era? O que ele era?

_Uma vez eu estava em casa, no meu quarto. Era o meu aniversário. Recebi uma ligação de um ex-amigo meu. Ele estava irritado, falava coisas que eu não sabia. Disse que tinha um caso com minha ex-namorada, a Belinda. Disse que ela nunca me amou que o preferia a mim...

_Porque ele te disse tudo isso?

_Eu não sei. Mas depois que desliguei, eu sai de casa. Minha mãe percebeu, mas não contei nada para ela, vim para cá. Não gostava daqui, era onde eles se encontravam escondidos. Foi quando eu decidi entrar na água. Paguei os equipamentos de mergulho, e fui pra dentro do lago.

_Você... Esta lá?

Ela apontou o dedo tremendo, não tinha certeza do que estava perguntando. Será então que Lucas estava errado, ele esta lá dentro esse tempo todo.

_Sim.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Parte 41


Ao abrir os olhos estava dentro do lago, Zac a segurava. Assustou-se pensando que ele a afogaria. Mas ficou tranquila, olhando para os olhos dele, como era lindo.

_Você só sabe dormir quando esta comigo não?

_Eu não queria. O que estamos fazendo aqui dentro?

_Quero que você se acostume com a água. Aqui e tão bom de nadar.

_Eu não sei nadar Zac...

_Eu vou te ensinar. Pode ficar tranquila.

Ela percebeu que não estava com o braço nem a perna enfaixada. E só estava de calcinha e sutiã. Olhou na cara dele revoltada. O que ele estava pensando que estava fazendo? Ela não queria ter entrado na água.

_Porque você tirou...

_Quando você voltar na terra estará recuperada. E uma forma de me desculpar pelo acidente.

_Você me curou?

_Eu não sei o que fiz. Só te ajudei, mais nada. Agora vamos começar do inicio. Você tem que aprender a ficar sempre tranquila, se começar a se debater só vai afundar...

Eles ficaram ali por um bom tempo. Zac como sempre já estava estressando com a falta de interesse dela em aprender. Ana não sabia nem ficar debaixo d’água sem tampar o nariz. Ela começou a sentir frio, estava batendo os dentes. Ele não queria que a aula terminasse muito rápido, mas já havia escurecido, e podia ver os primeiro traços da lua cheia.

_Zac eu não aguento mais... Meus pés estão dormentes... Estou parecendo uma velhinha, olha minhas mãos.

_Mas você tem que ficar mais um pouco. Não aprendeu praticamente nada, só ficou fazendo hora.

_Não fiquei fazendo hora. Você que exige demais. Esta frio demais para continuarmos aqui.

_Você só sabe reclamar! Já parou pra pensar que minha vida depende disso?

_Eu não sei do que você esta falando.

_Vamos sair logo. Lá eu te conto.
Ele a puxou para fora do lago.

Parte 40


Estava tão estranho o clima ali, tudo que Ana precisava naquele momento era Zac aparecer. Sentiu uma mão colocando seus cabelos atrás da orelha. Tirou o lençol da cara e olhou para ele. Estava sorrindo, parecia tranquilo. Da ultima vez que o viu, caiu da escada.

_Você esta bem?

_Por que você fez aquilo? Eu poderia ter morrido...

Estava cochichando, ele colocou sobre sua boca um dedo pedindo que ela não dissesse mais nada. Não queria que a namoradinha do Lucas soubesse que ela falava sozinha com uma alma.

_Me perdoa anjo... Eu não sei o que estava fazendo... Estava com tanta raiva... Eu sinto muito.

_Mas se toda vez que você estiver com raiva, e me ferir, prefiro que fique longe.

_Não quero ficar longe de você... Nunca. Vamos embora?

_Se me carregar ate em casa...

_Tenho um lugar melhor para irmos.

Ele levantou e deu a volta na cama, pegou na mão dela, e a tirou dali. Valentina ficou olhando aquela garota estranha sair do apartamento como se tivesse dando a mão para alguém. Ana nem se quer olhou na cara dela. Zac sempre a guiando. Ela ainda mancava, devagar fechou a porta, foi pega no colo e Zac a tirou dali. Ele desceu a escada facilmente, não parecia achar ela pesada. No saguão estava pilhado de pessoas andando para todos os lados. Nenhuma daquelas pessoas parecia ver eles, era como se estivessem invisíveis...

_Zac...

_Eles não podem nos ver.
Ana adormeceu no seu colo. Ele tinha esse incrível poder de deixa-la calma, sonolenta.
Love...

terça-feira, 6 de agosto de 2013


Então seu pesadelo aos poucos vai chegando mais perto. Pensando que ao lado dele teria toda a ajuda possível para enfrentar Zac. Ana se vê entre Lucas e Valentina. Uma rivalidade entre as duas ira surgir, tudo por causa de um garoto especial para ambas, mas com um ótimo coração. Ana não percebe que estará indo atrás da pessoa errada. Aquele que a ama, e que ela ama, estará do seu lado esse tempo todo. Ela se senti afogando, como em seus pesadelos. O que fara para fugir de toda essa tormenta que a cerca. Seu destino esta próximo, seu pesadelo só tende a piorar. Como Ana se vera salva de toda essa historia, envolvendo ele que ate então e de outro mundo...



Parte 39


Ele a deixou sentada no sofá e foi para o quarto conversar com Ana. Não fazia ideia do que falar com ela. A noite passada foi tão importante para ele, não sabia se ela ficaria com raiva. Gostava das duas, e sabia que a mais importante era Valentina, mas Ana entrou na sua vida de uma forma tão inesperada que ele queria ter mais tempo com ela. Agora isso se tornou impossível. Segurava a toalha, para que não caísse, já que não usava nada por baixo. Abriu a porta devagar, e viu ela deitada na cama dele chorando. Estava enrolada em um lençol branco. Sentou ao lado da cama, evitando tocar nela.

_Ana...

_Por favor, Lucas me deixa sozinha.

_Eu preciso falar com você. Não sabia que ela planejava chegar agora...

Ela se levantou rapidamente e ficou cara a cara com ele.

_E se eu te disser que eu apaixonada por você? O que vai acontecer comigo?

Voltou a se deitar e chorou ainda mais. Não tinha certeza se estava apaixonada, mas tinha que dizer. Ele era no inicio um grande amigo, mas estava se tornando mais que isso. Só que agora tudo tinha acabado a mulher prometida a ele tinha voltado. Teria que aturar Zac sozinho, e toda a sua grosseria.

_Eu não sabia que...

_Eu sei que você não sabia - ela falava entre soluços, se esforçando para não sair correndo dali. Imaginou que ali na cama deitaria os dois. Estava vivendo um pesadelo - Eu que deixei as coisas acontecerem rápido demais. Mesmo sabendo que ela voltaria. Ontem...

_Ana, eu não te culpo por ontem, foi bom, mas eu não sei o que fazer com Valentina aqui agora.

_Me leva embora. Só isso que você pode fazer por mim.
Ele não insistiu, sabia que ela estava chateada. Pegou uma roupa para se vestir no banheiro.

Parte 38


Valentina fechou a porta, cruzou os braços e ficou batendo o pé no chão. Estava inconformada. Quem era aquela esquisita com ele? Será que já havia trocado ela?

_Você pode me explicar o que esta acontecendo?

_Eu não tenho que te explicar nada. Você entra dessa forma no meu apartamento, insulta minha amiga.

_Será que ela e só amiga!

_E é. Não acredito que você esta fazendo tanto escândalo por causa disso.

_Mas eu...

Ele foi ate ela, e a abraçou. Valentina estava chorando, sentir o cheiro dele de novo a deixou tão feliz. Estava com quem amava. O tempo inteiro que esteve em Paris não parou de pensar em como seria quando voltasse. Ele havia prometido para ela, tinha que cumprir. Não havia nenhuma garota melhor que ela para ele. Sabia que ele a amava e ela mais ainda.

_Eu senti sua falta Lucas.

_Eu também...

Ela afastou do abraço dele, e enxugou as lagrimas. O encarava como se fosse a primeira vez. ‘como esta tão belo’.

_Me desculpe por ter agido dessa forma como uma criança. E que eu pensei que você estivesse tendo algo com ela... Perdoa-me, não sei o que deu em mim.

_Tudo bem, aquela e Analice. Uma grande amiga minha, e ela sofreu um acidente, tenho que leva-la ate sua casa, e ainda vou estudar com ela.

_Mas e eu? Acabei de chegar, vai me abandonar?

_Valentina, eu já tinha feito meus planos para hoje. Não quero deixa-la na mão, agora que ela precisa tanto de mim.

_Eu sinto muito. Deveria ter voltado na data que lhe falei. Atrapalhei seus planos não foi?

_Olha aqui. Eu vou ver o que posso fazer, mas eu estou feliz que tenha voltado... De verdade.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Parte 37


Ana sentou no sofá e ficou encarando ela. Mas ela não viria só no próximo mês? O que será que Lucas vai fazer com as duas ali? Ela e muito bonita. Os cabelos lisos e longos. Os olhos verdes, a pele clara. Estava com um vestido fofo com de pele. Estava com cara de Paris. Ela olhou para ela. Com o pé e o braço enfaixado. De sutiã, toda descabelada. Cheirando a cebola e bacon. Não podia fazer mais comparações. Ela estava incrível.

_Então querida. Eu devo ter entrado no apartamento errado.

_O que fez de bom aninha? Esta com um cheirinho tão bom...

Já ia saindo quando Lucas apareceu só de toalha. Estava com os cabelos molhados e sorrindo. Mas sua expressão ficou seria quando viu Valentina na porta completamente diferente. Depois voltou a olhar para Ana de sutiã. As duas no mesmo lugar. Será que bateu a cabeça quando estava tomando banho? Aquilo só podia ser um pesadelo.

_Lucas?

_Valentina... Você voltou cedo...

_Quem e ela?

_Oi sou a Ana... Eu...

_Eu não perguntei pra você entendeu? Será que pode nos deixar sozinhos. Não percebe que temos que ter um conversa seria?

_Não precisa falar assim com ela.

_Você quer que eu fale como? Venho mais cedo para te fazer uma surpresa e te encontro de toalha e ela assim. Por acaso estão namorando?

_NÃO!

Os dois falaram juntos. Ana não queria continuar ali. Foi andando para o quarto dele e trancou a porta. Que nojenta essa Valentina. Péssima hora para voltar. Sentou-se na cama e ficou esperando ate o momento em que fosse chamada. Aproveitou para usar o telefone dele e ligar para seus pais. Se ninguém a buscasse ficaria eternamente ouvindo a briga dos dois. E pior ela estava se sentindo tão péssima. A noite passada. Aquele beijo agora não vai significar nada para Lucas. A sua namorada voltou antes do que ele tinha imaginado. Agora teria que conviver com Zac sem a ajuda dele. Estava sofrendo por dentro, mas não sabia o motivo.

Parte 36


Pegou sua toalha e foi para o chuveiro. Não conseguia parar de pensar em Ana. O que será que ela estava fazendo de bom? O cheiro estava indo ate ele. Mas não sair da sua dieta. Analice já estava comendo seu almoço. Muito desastrada sujou a blusa de gordura, tirou ela e jogou no chão. ’ Ele não vai ligar de me ver de sutiã’. Ficou tão bom que foram dois pratos. Deixou um pedaço para Lucas, mas talvez ele não fosse querer arriscar. Pelo que viu na geladeira devia estar tentando emagrecer. Já e magro, vai perder o que? A porta foi aberta e ela ouviu passos de salto. Pensou que pudesse ser a faxineira. Mas então ouviu o arrastar de malas. Seu coração disparou, sentiu uma forte tontura. Deixou o prato na pia e foi para sala. Uma garota colocava malas para dentro da sala. Era ela. Foi então que a moça sacou nela e parou fitando-a.

_Eu entrei no apartamento errado?

_Quem... Quem e você?

_Valentina.
_...

A paixão e capaz de mover mundos, unir pessoas, curar almas perdidas. O amor não e um simples gesto de sentimento não seu limite e infinito, suas caracteristicas são diversas. Você sabe que faria um grande sacrifício por aquela pessoa amada, sendo ate nossa família. estamos em um mundo que precisamos utilizar o coração para não errar com outros. Estamos em um mundo que o caráter e muito valorizado, mas são poucos os que utilizam de sentimentos para continuar vivendo. Eu gosto de ser uma pessoa boa com quem quer que seja, gosto de ajudar sem ter nada a receber em troca. Todos deveriam ser assim, ajudar o próximo, amar o próximo, tratar como gostaria de ser tratado, valorizar a família. São tantas palavras que poderia falar sobre esse sentimento que a única coisa que digo e que existem pessoas que nasceram para nos, só temos que saber procurar, e quando achar cuidar para que não seja perdido.

sábado, 3 de agosto de 2013

Parte 35


Lucas acordou e Analice não estava do seu lado. Ela estava de pé, com um sorriso no rosto. E sem a tipóia no braço.

_O que aconteceu com o gesso?

_Pedi pro Pedro tirar, e colocar uma faixa.

Ela levantou o braço feliz de ter convencido ele. Assim seria mais fácil de ficar em casa sem fazer nada. Infelizmente estava de atestado.

_Mas seu braço esta quebrado. E melhor você recolocar o gesso...

_Claro que não. E melhor assim. Vamos embora? Estou morrendo de fome.

Ela relutante aceitou só um abraço do Dr. Pedro. Agradeceu muito pelas flores que lavava no braço bom. Perguntou se quando machucasse outra vez ganharia mais flores. Os dois riram. Lucas nem percebeu o jeito dela, estava segurando o elevador para irem embora. Ana ainda estava mancando, a perna não pode ficar só na faixa.

_Se quiser posso te carregar ate o carro.

_Nada disso. Não posso ficar dependendo de todo mundo, se não nunca vou recuperar!

Ele olhou para ela, achando graça do seu jeito torto. Foram para o carro no estacionamento. Dentro do carro Ana colocou uma musica que adorava no ultimo volume, ele ate tentou falar com ela, mas era impossível. Sabia que ela evitava falar com ele sobre a noite passada. O transito estava tranquilo, o banco de Ana foi puxado para trás, para que ela se acomodasse melhor. Percebeu que não estava indo pelo caminho ate a sua casa, abaixou o volume e ficou encarando ele.

_O que foi?

_Achei que estava me levando embora. Onde estamos indo Lucas?

_Para minha casa e claro. Preciso tomar um banho antes de me apresentar aos seus pais. E eu prometi para Helena que estudaria hoje com você.

Ela olhou para ela rindo, dessa vez venceu. Voltou a aumentar o radio e prestar atenção no caminho. O dia começou mais ou menos, os dois não queriam falar sobre aquele beijo. Só se o outro comentasse. O estomago dos dois estava doendo, a fome já batia na porta. Ele estaciona o carro na garagem, e viu que Ana já tinha saído do carro.

_Você vai subir?

_Claro. Quero ver se tem alguma coisa decente para comer...

Ela foi caminhando ate o saguão e entrou no elevador que já estava com as portas abertas. ‘que sorte’ pensou.

_Senhorita!

Ela apertava o botão do 13º andar, mas nada acontecia. As portas não fecharam o elevador não movia. A recepcionista vinha correndo lhe falar.

_Senhorita, o elevador esta estragado... Estamos esperando o mecânico vim interdita.

_Terei que subir pela escada?

_Sinto muito...

Ela voltou para o seu balcão. Ana saiu do elevador e ficou olhando para Lucas que apareceu só agora. Ele olhou para ela e começou a rir. Chegou perto e já a pegou no colo.

_Esqueci-me de avisar que teria que utilizar as escadas senhora.

_Você e um idiota.

Ele foi subindo animado, mas logo ficou cansado, Ana pesou e as escadas parecia não ter fim. Ela olhava para ele e ria. Não ia andar por nada. Ele tinha que ser cavalheiro. ‘bem feito, preferiu vir aqui primeiro’. Chegou ao andar dele e colocou-a no chão. Parou um pouco para recuperar o ar. Ela ficou encostada na parede esperando ele abrir a porta.

_Cansou já?

_Claro que não. Foi moleza, o tênis que esta muito apertado.

Pegou as chaves no bolso, e abriu a porta. Foi direto para seu quarto. Ela fechou a porta e foi ate a cozinha. Abriu a geladeira e só viu verdura, leite desnatado, pão de soja. Fez uma cara feia. ‘isso não e comida de verdade’. Revirou os armários todos ate encontrar bacon, ovos e óleo. Estava pronta para preparar uma omelete acompanhada de bacon com muita cebola. Voltou na geladeira e pegou uma cabeça de cebola pequena. Colocou a panela para ferver, e começou a trabalhar com dificuldade por causa do braço. Lucas estava falando com seu pai no telefone. ‘maldita hora para ligar’.

_Queria saber se esta tudo bem com você meu filho.

_Esta sim... Estou ótimo. Preciso de nada de você papai.

_Como sempre ignorante não? Mas eu queria te fazer só um pedido... Pare de sair com Analice. Ela não e uma boa companhia para você. Você não lembra o que aconteceu com sua irmã?

_David... Ana não tem nada haver com suas paranóias com a Sarah. E eu não vou sair do lado dela. Sou agora um amigo, e vou ajuda-la.

_Você vai e jogar o nome da nossa família no lixo!

_E quem esta ligando para nome? Não pedi para ter seu sobrenome. Você tem tanta vergonha de mim. Pare de me ligar, esqueça que sou seu filho!

­_Lucas... Você não tem noção do erro que esta cometendo se envolvendo com essa desmiolada. E caso vocês invadam novamente a propriedade escolar fora do horário de aula, não vou pensar duas vezes em prendê-los.

_Faça isso. Prenda todos aqueles que estão no seu caminho. Não sei como ainda falo com você.

_Você vai arrepender-se. E eu farei de tudo para tornar a vida dela em um inferno...
 A ligação caiu. ‘cretino’.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Parte 34


Quando finalmente estava calma voltou a se deitar na cama, e olhou ele nos olhos tentando sorrir. Será que dissera alguma coisa quando dormia?

_O que Zac estava fazendo com você dessa vez?

_O que? Ele... Tentava me afogar no mar.

Lembrou-se da cena antes do pesadelo. Porque ele era assim? A beijava fazia feliz. Mas sempre tentava machuca-la.

_Ana você tem que parar de pensar nele um pouco. Esta o colocando na sua vida sem estar...

_Ele me empurrou da escada Lucas! Estava nervoso, gritava comigo! Quero que ele vá embora.

Lucas fitou-a, seu rosto rosado, escorrendo lagrimas. Não poderia deixar que ele continuasse a fazer isso com ela. Ele quase a matou. Aproximou-se dela novamente e a abraçou. Apertou ela, sentia o cheiro de seus cabelos. Era o único que poderia ajudar.

_Eu sinto muito, se eu estivesse lá...

_Você não poderia fazer nada. Não ia vê-lo. Como você disse não posso mais fugir dele.

_Acho melhor você tentar dormir. E aqui esta seu remédio que o Doutor deixou. Fica calma. Ele não pode entrar aqui, não vou sair do seu lado.

Lembrou-se da tal surpresinha que ele levaria mais tarde. Mas não tinha nada ali no quarto diferente.

_Pedro não deixou nada para mim não?

_Olha ai do lado.

Foi então que reparou nas margaridas em um vaso no chão. Elas eram lindas, parecia que tinham acabado de ser recolhidas. Agora e que ela ficaria doente sempre. Com um medico daquele quem precisa de anjo da guarda? Ela tomou e foi dormir novamente. Lucas voltou para o sofá e já estava cochilando. Olhou o relógio, eram 01h23min da madrugada. Ele deve ter se assustado com os gritos dela. Que lindo ficava quando dormia. Ele disse que não ia sair do seu lado, mas ele ia dormir na sua casa? Por impulso ela se levantou com esforço e foi ate ele. Fez carinho em seu rosto. Lembrou-se do sonho em que ele a beijava, corou.

_Ana? Ta tudo bem?

_Sim... Deita aqui comigo.

Ela já estava puxando ele para a cama. Estava sonolento. O que ela estava fazendo? Ana esperou ele se deitar para subir e ficar de frente para ele. Ela sorria e fazia carinho em seus cabelos. Ele estava desconfiado. Passou as mãos pela cintura dela e a puxou para mais perto. Ana podia sentir seu perfume, era muito bom o cheiro dele. Lucas beijava seus cabelos, ’o que ela quer que eu faça?’ Ana levantou a cabeça para olhar em seus olhos. E o beijou, estava muito tímida para se esforçar e agrada-lo. Os dois estavam tão conectados. Ele gostou daquilo, subiu em cima dela. Suas mãos corriam pela coxa dela. Não pensava em Valentina, não pensava em nada, apenas aproveitava aquele momento. Ana estava vestindo algo que parecia um vestido de hospital. Ele subia as mãos pela perna dela, enquanto tentava abrir os botões ao lado da roupa. Ele não sabia o que fazer depois, não sabia o que ela queria.

_Lucas... –tentava fugir de seus lábios para falar - estou cansada... Por favor.
Ele parou entendendo seu pedido. Voltou a deitar-se ao lado dela e olhar no seu rosto. Não sabia o que dizer, esperou que ela fosse brigar ou algo assim. Mas ela sorriu e deu um leve beijo em sua boca. Fechou os olhos e dormiu. Ele ainda a olhava, o que aconteceu ali? Lembrou-se de quando beijou Valentina no aeroporto, não chegava perto do seu beijo com Ana. Será que estava fazendo errado de gostar de uma amiga sua? O diria a Valentina sobre ela?  Adormeceu imaginando como seria ser Valentina nunca tivesse viajado.

Parte 33


Virou o rosto para o lado e dormiu como um anjo. Sonhou que estava numa praia de nudismo e todo mundo que estava lá ria dela. Todos eles pelados, as mulheres, os homens, ate as crianças. E apontavam. Ela tentou olhar pro seu corpo, mas não conseguiu. Continuou andando a areia queimava seus pés. Viu Daniel vindo em sua direção. Ele estava peladinho, ela não conseguiu fechar a boca. Estava indignada com o que via. Ele ainda estava com marca de sunga. Daniel pegou ela pela cintura e a beijou longamente. Depois a largou e continuou seu caminho. Ana não estava entendendo nada. Passou a andar mais rápido, e as pessoas continuavam rindo dela. Não sabia por que, mas devia estar horrível. Depois apareceu Lucas, ela parou segurou nos seus joelhos e começou a rir. Ele era muito branco, devia nunca ter visto o sol na vida. Quando se levantou fez muito esforço para não olhar para baixo. Olhou nos olhos dele, mas não demorou e já estava com a boca na sua. Ela sentiu suas mãos geladas passaram pela sua costa, ficou toda arrepiada. Ele sorriu ao afastar dela e foi embora também. Ana ficou parada tentando colocar a cabeça mo lugar. Que fogo esses dois. Começou a final a correr, olhou para seus pés, e estavam vermelhos como camarão. Trombou em alguém, olhou e era Zac. Ele estava nu. Ela queria gritar, que corpo e esse homem? Fechou os olhos e começou a pensar em ursos. Porque estava pensando em ursos? Abriu-os e não parou de olhar para seu rosto. Não queria olhar para baixo. Porque todo mundo estava pelado? Que pouca vergonha... Ele foi se aproximando dela, mas Ana foi dando passos para trás. Mas não queria afastar, queria chegar mais perto. Ele correu para o mar, que lindo ficava de costas. Ela foi atrás e viu-o mergulhando como fizera naquele dia que entraram no lago. Começou a chama-la. Ela tirou os sapatos, e começou a desabotoar a blusa. Tirou o short, por fim o sutiã e a calcinha. Então era por isso que riam? Eu sou a única com roupa aqui. Entrou correndo na água para que ele não ficasse olhando demais para o corpo dela. Achava-se feia, não queria ficar mais constrangida do que estar ali com ele. Zac a levantou e a beijou, a apertava contra o peito. Não queria mais largar aquela maluca. Ele beijava seu pescoço e mordeu ela de leve. Ana não poderia ficar mais feliz. Olhou para ele como se tentasse ler seus pensamentos. Mas de uma hora para outra Zac a largou na água. Seu olhar se tornou sombrio. Ana mergulhava ate o pescoço escondendo sua nudez. Começou a sentir medo, ele não parecia feliz. Ele foi para cima dela e começou a afunda-la. Não deixava voltar e respirar. Ana segurava o ar, se remexia tentando se livrar de suas mãos. Ele a soltou, mas ele voltou a força-la para o fundo para que seu ar acabasse.

_Me larga... Ajudem-me... Socorro!                               

_Ana acorda...

_Zac, por favor!
Analice estava chorando, e Lucas estava com ela em seus braços, tentando acalma-la. Abriu seus olhos e viu que estava no quarto do hospital. Foi só um pesadelo, tentou pensar. Mas ele já fizera isso de verdade. Poderia fazer novamente. Estava suada, seus cabelos molhados. Não olhou para Lucas estava com vergonha. Ficou ali, perto dele ate os soluços passarem.

Capitulo 4 Parte 32


. Acordou e estava em uma cama de hospital. Sua mãe estava ao lado segurando sua mão, seu pai estava sentado em um sofá de frente para ela. Viu seu pé direito enfaixado, e seu braço estava em uma tipóia, coberto por gesso. Sentiu sua cabeça doer tanto. Lembrou-se de como foi parar ali, Zac a empurrou, mas por que motivo? Ela não era a única que podia salvar ele?

_Estou muito machucada?

_O meu bem, você acordou... Como esta se sentindo?

_Dolorida...

_Como você me cai da escada sozinha em casa Analice! Já pensou se estivesse sido pior e não chegássemos a tempo?

_Mãe... Deixa para dar bronca outra hora.

_Você ainda vai ficar ate segunda. Trate de se recuperar. Meu anjinho ficamos tão preocupados com você... Pensei que você...

_Eu estou bem mãe. Quero falar com Lucas, ele esta ai?

_Não veio hoje, mas disse que passaria a noite com você. Deve chegar na hora do almoço. Eu e seu pai temos que trabalhar cedo, não podemos ficar.

Ela se levantou e continuou segurando sua mão. Eduardo já estava na porta, parecia exausto.

_Amanha assim que der eu e sua mãe viremos visita-la, e ver se precisa de alguma coisa.

_Tudo bem pai, vou ficar bem.

_Tchau meu anjo. Qualquer coisa pede para ligar pra mamãe.

Saíram e ela ficou sozinha. A janela estava aberta, as cortinas balançavam com o vento forte. Estava sentindo frio. Olhou o relógio, já eram 13h26min. Será que Lucas demoraria mais? Tinha que contar para ele que ela não caiu da escada, mas fora empurrada de propósito por ele... Seus ossos estavam doendo tanto, não podia nem se mexer. Uma enfermeira entrou e olhou a maquina ao lado. Depois verificou se ela estava bem acomodada.

_O Dr. Pedro logo estará aqui para te ver. 

Deixou sobre a mesinha ao lado, uma bandeja com dois comprimidos e um copo com água. Saiu e não fechou a porta. Ana ficou com medo de estar sozinha ali. Zac poderia aparecer e terminar de mata-la. Torcia que Lucas entrasse pela porta com aquele seu sorriso belo e a desse um beijo. Ali era tão sem graça, desmotivador. Por isso que muitos pacientes preferem se recuperar em casa. Qual a graça de ficar ali? Nem tinha televisão. Se pelo menos tivesse um telefone. Mas não adiantaria estava com o braço quebrado. Pensou se Bela já foi vê-la. Vai ver nem sabia de seu acidente. Um médico bonitão entrou e se sentou na cama. Ele ficou encarando ela e sorrindo. Ana ficou toda boba, ‘que homem gostoso’, pensou. Ele era muito alto, moreno, devia surfar quando não estava trabalhando. Seus cabelos eram escuros como os dela. Seus olhos eram castanhos e o nariz fino como os lábios. Seu corpo não parecia de um medico, mas sim de um atleta. Teve vontade de se jogar em cima dele, mas estava entravada. Odiou Zac naquele momento.

_Esta se sentindo melhor querida Ana?

Ele estava com uma prancheta na mão, mas não anotava nada. Queria ouvir da sua paciente como se sentia.

_Eu... Estou tão ótima que corro uma maratona. Qual seu nome?

_Sou Dr. Pedro, mas para você só Pedro.

_Eu sofri muita coisa na queda?

_Eu não sei o que dizer. Seu anjo da sorte e dos melhores. Só fraturou o braço e a perna. Teve pequenas lesões no cotovelo, nas costas e na cabeça. Mas esta viva!

_Que bom.

_Conte-me como caiu?

_Eu acho que tropecei no meu gato e cai...

_Entendo. Você vai ficar ótima se tomar todos os remédios direito. Toma aqui...

Ele pegou o copo que a enfermeira deixou e colocou os dois comprimidos na boca dela. Ajudou-a beber a água. Tinha que fazer muito esforço para se curvar para frente. Depois que tomou tudo voltou a se deitar. Como o remédio era horrível.

_Agora descanse. Precisa dormir, mais tarde voltou a te visitar, e vou trazer uma surpresinha pra você.

‘Já e lindo e ainda vai me dar uma surpresinha? Quando minha sorte começou?’

_Obrigada.