Logo descobriram que foram feitos um para o outro... enquanto não encontrar nosso outro eu, nao partiremos...
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Não saber que rumo seguir e um problema que todos nós temos. Ana já estava confusa demais para entender quem era Zac de verdade.Estava perdida com os problemas dele. Não era sua vontade ter que conviver com sua ira. Sempre tem um estressadinho em nossas vidas. Só podemos ensina-los que ser bom, sorrir e melhor do que brigar, ferir. Gostaria de não ter que fazer isso, mas de acordo que caminhamos somos levados a tomar decisões e eu tive que fazer minha escolha...
Parte 28
Lucas pagou a conta, e foram para o carro. Ele já tinha
limpado o banco do carro que Ana sentou. O sanduiche foi jogado fora depois de
esmagado. Não disseram nada o caminho inteiro. Ele percebeu que ela estava
muito quieta. Tinha certeza que foi por causa da sua historia com Valentina.
Não devia ter contado nada para ela. Afinal como se aproximaria dessa forma?
Falando de antigos amores. Parou na porta da sua casa. Ela demorou um pouco
para falar.
_Obrigado pelo almoço... Ate amanha!
Abriu a porta do carro, mas Lucas segurou o braço dela. Seu
coração disparou o que ele estava fazendo?
_Ana eu quero muito que você confie em mim... Você e muito
especial para mim.
_Eu confio em você Lucas. Agora preciso ir.
Ele deixou que ela saísse, não queria assusta-la.
Ele nunca foi bom com as palavras. Nunca disse que amava uma
garota. Como as coisas seriam estranhas quando Valentina voltasse. Ana entrou e
seus pais não estavam em casa. Jogou a mochila no sofá. E foi na geladeira
pegar um suco de uva. Subiu para o seu quarto e ligou o computador. Primeiro
verificou seus e-mails, mas depois já estava pesquisando sobre outros mundos,
sobre almas. Descobriu que Zac poderia ser um ser vivo distinto do corpo. Mas
pelo que viu, almas tinham muitas influencias com a imortalidade. Mas desde que
viu a foto de Zac no seu quarto notou que ele ficara mais velho entre esses
anos. Não poderia ser ele imortal, ficaria velho como todo mundo, pelo menos e
o que ela pensava. Ou seria ele um espírito? Estava perdida em tantas palavras,
não conseguia defini-lo. Se ele queria ser salvo, então estaria correndo
perigo. Nunca tirou prova se ele estava vivo ou não. Desligou o computador e
foi deitar-se. Onde Zac se meteu? Já deveria ter aparecido. E sua semana
seguinte se resumia a tentar adivinhar onde Zac estava. Lucas ate tentava
anima-la, mas sabia o motivo de sua quietude, seria difícil faze-la parar de
pensar nele. Zac a semana inteira esteve em sua casa. Sentiu uma dor estranha
de que alguma tinha acontecido. Isso depois que Ana desmaiou na sala. Ele sem
saber para onde ir, foi para sua casa, onde seus pais viviam. Assim que chegou
percebeu que algo estava errado. A porta de sua casa estava lotada de pessoas.
E havia viaturas ao meio de policias. Zac entrou sem ser notado e foi para o
quarto de seus pais. Sua mãe estava estendida na cama, sem se mexer. E seu pai
chorava no sofá de frente para a janela. Um enfermeiro segurava o pulso dela. Sabia
o que teria que dizer aquele idoso.
_Eu sinto muito... Ela não resistiu...
Zac chegou mais perto dela. Seus olhos estavam abertos. O
enfermeiro fechou-os, e jogou um lençol em cima do corpo dela, tampando seu
rosto...
Parte 27
Depois falou sobre Valentina. Desde pequeno sempre moraram
perto. O pai dela era da mesma delegacia que David. Passavam tempo demais
juntos. Aprontavam juntos, mas ele pensou que seriam só amigos. Quando chegou à
adolescência ela mudou completamente. Ele achou estranho, ela ficou mais
bonita, com o corpo diferente. Mas ainda sim tinha certeza que o que sentia por
ela era só amizade. Contou que uma vez foram os dois para uma reserva no meio
do nada. Descobriram lá uma enorme cachoeira. Não tinha ninguém por perto. E
Valentina começou a tirar a roupa, estava com um biquíni rosa com bolinhas
pretas. Ele se lembrava perfeitamente de quando ela mergulhou e quando subiu
para cima novamente, estava sorrindo, parecia uma criança. Começou a chama-lo. Ela
sabia que ele não gostava de nadar, não sabia nadar. Mas insistiu tanto que
acabou entrando foi bom, por que ela ficou no raso com ele. Depois foram para
debaixo da cachoeira e sentiram a água caindo em seus corpos, chegava a doer. A
pressão era muito forte. Depois montaram uma barraca e dormiram ali juntos, mas
nada aconteceu. Ele tinha certeza que alguma coisa estava diferente na relação
deles. Ela não percebia, mas ele sentia. Uma vez seus amigos chegaram nele,
falando que ela estava caidinha por ele. Não acreditaram que eram só amigos.
Disseram para ele ir ate ela e falar que queria muito beija-la. Lucas não
queria beijar Valentina. Nunca tinha ficado com uma garota e não seria ela a
primeira, sua melhor amiga. Não eram da mesma sala. Ela infelizmente foi para
outra. Mas fora da sala não ficavam com mais ninguém. No refeitório sentavam
juntos. Na hora de ir embora um esperava o outro.
_Vocês eram muito ligados não e?
Ana não entendia como duas pessoas poderiam viver daquela
forma, tão felizes.
_Sim. Eu nunca soube decifrar meus sentimentos por ela. Na
minha cabeça tudo aquilo era amizade. Mas aos poucos percebi que não era...
Viu ela com outros garotos e se sentiu muito mal. Foi embora
sem espera-la. Quando chegou a noite Valentina apareceu e brigou com ele.
Achava que ele tinha deixado ela para trás para vir embora com outra garota.
Não demorou nem dois dias e fizeram as pazes. Prometerem nunca mais brigar com
o outro. Um dia ele decidiu discutir com ela se realmente era amizade aquilo
que pairava sobre eles. Levou uma margarida para ela, sua flor preferida.
Quando chegou à porta da sua casa viu as malas na porta. Pensou que os pais dela
estavam se mudando. Primeiro pensou que não deixaria que a levassem embora.
Arrumaria um lugar para ela ficar perto dele. Usaria seu dinheiro guardado para
ela continuar a viver ali. Foi correndo para o quarto dela. Foi quando soube
que ela estava indo para Paris. Ganhou uma bolsa de estudos e não poderia
perder a oportunidade. Talvez ficasse lá uns dois ou três anos. Ele não disse
nada a ela. A levou para o aeroporto e quando já ia embarcar. Pediu que ele
prometesse que quando ela voltasse a amaria. A tornaria a mulher mais feliz do
mundo e se casaria com ela. Seus olhos se encheram de lagrimas, ele não
conseguiu evitar chorar. Prometeu para ela. Valentina se jogou nos braços dele
e deu um beijo nele, foi demorado, foi diferente, foi o primeiro. E depois
desse momento ela embarcou no avião. E nunca mais entrou em contato com ele, ate
hoje.
_Muito bonita sua historia com ela...
_Eu não sei se quero estar com ela. Não estou pronto para
amá-la e muito menos para casar.
Ana não ouvia o que ele dizia. Queria estar longe dali.
Então ele tem uma grande historia, e uma grande e futura namorada. Porque ela
não tinha ninguém? A única certeza que tinha e que seus pais nunca a
abandonariam. Como essa Valentina era sortuda. Como os olhos dele ficavam
quando falava dela. Deve ser uma garota muito bonita. Bem mais bonita que ela.
Ana olhou para ele que segurava sua mão.
_Esta tudo bem Ana?
_Esta sim. Acho melhor irmos embora. Eu tenho que estudar um
pouco para a prova de amanha.
_Se quiser eu estudo com você... Não sou muito bom
professor, mas sou o melhor aluno que você já conheceu.
_Obrigada, mas eu prefiro ficar um pouco sozinha...
_Sem problemas.
Parte 26
.
Lucas virou e viu ela parada. Olhou-a de cima a baixo e sorriu.
_Tanto reclamou que acabou ficando ótimo!
_E... Ficou muito bom. Mas ainda não estou me sentindo muito
bem... Lucas era a Valentina no telefone?
_Ah você ouviu a conversa? Era sim... Ela esta voltando. E
não esta casada nem com filhos. Incrível como só agora ela ligou...
_Esta tudo bem?
_Sim. Ela embarca mês que vem. Tenho tempo para reorganizar
minha vida para sua chegada. Vamos?
_Sim.
Ela colocou sua calça na mochila e eles foram para o
elevador. Ele estava um pouco chateado. Logo quando conheceu Ana, uma garota que
ele queria passar boa parte do seu tempo. Olhou disfarçadamente para ela. Não
dava para negar que era de uma beleza única. Tinha que aproveitar esse tempo
que tinha com ela. Ou não se perdoaria por ter perdido uma amiga como ela.
Valentina e ele ainda não tinha nada juntos, então não havia problema algum. Só
não poderia se apaixonar, parecia uma tarefa impossível, afinal ela era
encantadora.
_Então... Eu estava pensando, desde o inicio você disse que
sabia mais sobre Zac do que eu. Como eu posso fazer para ele parar de me
atormentar?
_Eu não acho que ele seja um espírito ou um fantasma. Porque
ambos aparecem para as pessoas, mas não conseguem tocar nelas, sentir, muito
menos tacar um homem com a força que ele teve. Vamos supor que ele esteja
vivo...
Ana estremeceu. Não era possível ele estar vivo. Lucas
estava enganado, o jeito como ele vive ninguém mais vive. Ele e de outro mundo.
Mas vivo ela tem certeza que ele não esta.
_Vivo! Mas como ele esta vivo? Ele não esta não, os pais
dele...
_Ana estou supondo... Eu não sei da verdade, mas no momento
e a única lógica que me faz mais sentindo.
Desceram do elevador e foram para o carro. E ela continuou
ouvindo.
_Se ele ainda estiver vivo, e claro que esta tentando se
comunicar com alguém. E você estava à frente.
_Tipo uma linha telefônica?
_Não, nada a ver. Você não disse que ele queria ajuda? Então
ele esta correndo perigo e suas energias para entrar em contato com esse mundo
estão acabando.
_Como vou saber onde ele esta? Se ele só vai para aquele
lago... Os pais dele me disseram que suas roupas foram encontradas perto do
lago. Será que e lá que ele esta?
_Eu não acreditaria muito. Tanto tempo embaixo d’água e
impossível. Mas pode ser que ele esteja por perto.
_Mas ele quer que eu aprenda a nadar! Ele esta lá!
Ela estava com a mão na boca quase chorando. Não fazia muito
sentindo, mas era o que mais se parecia com a situação que se passava. Lucas
queria tranquiliza-la. Mas não podia fazer nada, só ajuda-la a entender o que
se passava.
_Eu não acredito que isso seja a verdade. Eu estou em um
beco sem saída. Tenho medo dele... Não posso ajuda-lo.
_Ana olha para mim... –ela olhou para ele, com os olhos
cheios de lagrimas - não pode fugir agora. Tem que ir ate o fim ou vai ser
pior. Ele vai atrás de você ate conseguir o que quer. Qual foi a ultima vez que
você o viu?
_ Na ultima aula do Rob, eu te contei não lembra?
_Mas ele já ficou mais de um dia sem aparecer?
_Não essa e a primeira vez... Será que ele foi embora?
_Não teria tanta certeza, alguma coisa aconteceu, mas ele
vai voltar...
Os dois chegaram numa lanchonete que também era um
restaurante. Lucas contou para ela que era o melhor lugar para se comer.
Sentaram-se numa mesa ao lado das janelas extensas. Era muito tranquilo ali,
uma pintura calma. Mas o cheiro de fritura estava insuportável. Qual lanchonete
não tinha esse cheiro? Ele começou a falar sobre outras coisas com ela.
Evitando sempre falar sobre Zac. Ela começou a se sentir melhor, e quando a
comida chegou não conseguiu disfarçar a felicidade. Estava faminta, não comera
nada depois do café que sua mãe preparou. Começaram a comer, e estava uma
delicia, não sabia qual era o nome do prato. Mas o bife estava tão bem passado,
e as batatas fritas estavam dando água na boca. Para acompanhar pediram uma
coca-cola. Riram bastante, Ana não falou muito dela. Ficou sabendo que ele já
tentou invocar espíritos, almas, duendes, fantasmas, tentou entrar em contato
com essas coisas que para ela era pura imaginação. Ele nunca conseguiu com
sucesso. Mas disse que valeu bastante a pena. Tinha tantos livros sobre outros
mundos que ainda não conseguiu terminar todos. Comprava e colocava em suas
prateleiras. Uma vez ou outra fazia uma pesquisa matinal. Lia sempre os jornais
diários. Estava conectado com a internet 24 horas por dia. Sua vida se resumia
nisso.
_No inicio fiquei indignado quando soube que você sem
esforço nenhum foi escolhida para entrar nesse mundo de Zac. Mas tudo bem
pensei que se fizesse amizade com você também teria uma oportunidade. Não me
leve a mal, mas não quero ser seu amigo só por interesse, mas no inicio sentia
inveja de você.
Contou sobre suas constantes brigas com seu pai David. Disse
que ele era muito mau caráter. Desde pequeno soube mais dar valor a sua irmã do
que a ele. Sua mãe gostava dos dois, mas morreu muito cedo. Ele começou a
juntar um dinheiro para um dia morar sozinho. E começou a trabalhar em uma
biblioteca. Sua irmã era irresponsável, viva se drogando, já ate fizera um
aborto, rebelde. Mas gostava dela, afinal eram sangue do mesmo sangue. Quando
soube que ela supostamente havia morrido, não demonstrou qualquer reação. Sabia
que ela não tinha morrido, não por outro ser. A partir de então suas buscas com
outros mundos foram maiores. Ele não dormia nem comia direito.
_Mas como você tem certeza de que ela não morreu?
_Ana eu tenho certeza que o cara que atormentava Sarah e o
Zac. Mas não acho que ele faria mal algum a ela. Pode ser que esteja perdida em
algum lugar. Ou fugiu com algum namorado. Seria a única forma de fugir dele. Já
que vive nesta cidade, perto do lago.
_Eu também pensei em fugir uma vez. Mas pensei que onde quer
que eu fosse ele me encontraria...
_Ele pode te encontrar, você não pode se esconder dele.
Nunca mais.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Esse seria meu por-do-sol escolhido para passar um finalzinho de tarde, com aquela pessoa amada do lado. Não a nada melhor que isso ne? Mentira. Abraçar, beijar, fazer carinho, morde, fazer feliz, dizer que ama. O amor proporciona para nós seres humanos tantas vantagens de ser ser feliz. Não são todos que aproveitam essa oportunidade. Quem não gosta de ouvir a voz do seu amor? Quem não gosta de ficar com ciumes, e aquela pessoa vir dizer que não precisa, que e so meu? Sim, temos que fazer escolhas, não, não nascemos para sermos infeliz. :)
Parte 25
Chegaram e ele já foi saindo do carro, mas ela não.
_Qual o problema Ana?
_Eu não vou sair com a calça assim! Vai lá espero aqui no
carro.
_Você vai subir comigo agora. E eu não vou trazer para você
folgada.
_Eu disse que viria, mas não disse que subiria.
Mostrou a língua para ele e cruzou os braços. ‘’que
mimada!’’, foi pra perto dela e a pegou no colo não desajeitado para não sujar
sua blusa. Mas não adiantou sujou do mesmo jeito.
_Me põe no chão!
Ela se desequilibrou e quase caiu. Mas ele segurou ela firme,
e fechou a porta do carro com o pé. Fechou a cara. Tentou sair do colo dele,
mas não conseguiu. Ela quase que falou um palavrão. Ele não tinha o direito de
fazer aqui com ela. Arrependeu-se de ter aceitado o almoço. Dentro do prédio
todo mundo olhava espantado para os dois. Ela bem que tentou tampar a mancha
com a mochila. Mas ficou muito visível. Ele cumprimentou o porteiro e foi em
direção ao elevador. As portas abriram e não tinha ninguém lá. Ele entrou e
esperou as portas fecharem para colocar ela no chão. Encostou-se ao espelho e
ficou calada. Ele nem ligou, não iria discutir com ela. Chegaram ao seu
apartamento e a porta estava aberta. Ele a deixou na sala e dói para o quarto.
Era bonitinha e confortável a casa dele. Moveis cor de mel, tudo muito claro,
dava uma paz estar ali. Da mesma forma como ela se sentiu com ele, enrubesceu. Já
ia sentar no sofá quando lembrou que não podia. Foi andando pelo apartamento
dele. Parou na porta do quarto que estava aberta, o viu tirando a blusa e
mostrando o corpo. Não era como o de Zac, mas ele era bem lindo mesmo. Ficou
caladinha admirando. Ele estava escolhendo uma blusa para vestir, acabou
virando e vendo-a espiando. Sorriu e colocou as mãos na cintura a repreendendo.
_Que feio ficar olhando as pessoas despir.
_Você não esta pelado...
Falou entrando no quarto para olhar. Estava mais arrumado
que seu próprio quarto. Ele parecia ser um rapaz bem organizado. Nem reparou
que Lucas agora estava de blusa, ela era preta com manga longa. Procurava uma
calça para ela.
_Espero que alguma coisa te sirva. Uma bermuda que tal?
_Não vou vestir uma bermuda.
_Então vai pelada!
Jogou uma calça de moletom na cama. Era preta e parecia mais
que ela.
_Não vou com isso...
_Isso e um moletom quente e confortável. Agora se quiser ir
assim com ‘isso’ na sua calça eu não ligo.
Saiu do quarto para ela se vestir. Ana chegou perto da calça
e se imaginou ali dentro. Levantou para o alto para ver se tinha algum rasgado.
Tirou sua calça e vestiu o moletom, para sua surpresa serviu bem nela. Só ficou
um pouco grande. Calçou seu tênis de novo. E se olhou no espelho enorme que
ficava na parede dele. ‘’não quero usar nada dele’’. Pegou sua calça e saiu do
quarto. Ele estava falando ao telefone e andava de um lado para o outro.
Parecia preocupado. Passava a mão no cabelo toda hora. Não teve como não ouvir
a conversa.
_Eu também estou morrendo de saudades... Não eu não estava
esperando que você ligasse... Esta tudo bem, não estou com ninguém... Quando
você volta? Se puder ligue mais vezes, tudo bem? Tchau beijos...
Ana sentiu uma pontada de ciúmes. Então a
amiguinha dele decidiu aparecer. Será que estava perto o dia dela voltar?
Talvez assim ela pudesse aproveitar mais o amigo.
Parte 24
Todos saírem menos a professora e Lucas. Ele foi ate a mesa
dela e começou a conversar sobre a aula dela que havia terminado. Não entendia
uma palavra do que diziam. Eram tão complexos em uma conversação. Ele era tão
belo do jeito que estava. Mexia a mão toda hora. Nem perceberam a presença dela
ali. Pegou o copo e tentou a acertar na lixeira que ficava perto da porta. Mas
era mais que obvio que iria errar. Fez um barulho estranho quando bateu no
chão. Mas conseguiu atrair a atenção dos dois para ela, que ouvia tudo. Sua
professora encerrou o assunto e saiu da sala. Ele sentou-se à mesa grande e fez
uma pose maravilhosa com sua marca registrada. Ana levantou já rindo, pegou sua
mochila e foi em direção dele. Não sabia por que ria, mas ele simplesmente
fazia ela se sentir bem. Queria fazer alguma loucura, não o conhecia muito bem,
mas queria alguma coisa dele só não sabia o que. Imaginou-se chegando muito
perto dele, a ponto de ficarem grudados. Imaginou olhando escuros, tentando
saber se ele estava sentido aquilo. Pegaria em seu cabelo e iria descer a mão
ate o pescoço dele. E então puxa-lo para um intenso beijo, que tiraria seu
fôlego. Claro se não fosse na cabeça. Parou de frente para ele, e concertou a
mochila que caia.
_Acho que eu aceito um almoço... Se você prometer não me
obrigar a pagar no final.
_Eu prometo. Seria muito constrangimento para você ter que catar
moedas na hora de pagar.
_Boa piada. Mas prefiro você calado.
Ela saiu andando na frente e ele veio atrás. Era incrível
como todos ali iam embora em segundos. Os corredores estavam vazios. Ana já foi
direto para o estacionamento e parou diante a porta do passageiro, esperando
que ele entrasse e destravasse a porta. Entrou tão glamourosamente, que ate se
imaginou em câmera lenta e ele a olhando de boca aberta. Só que tudo da errado.
Sentou-se em cima de sanduiche largado ali pela metade. Sua calça jeans ficou
coberta de catchup e molho. Ate parecia que estava menstruada. Queria sair
correndo dali. Ou então morrer. Ele começou a rir. Ela não esperaria outra
reação dele. Ficou tão sem graça que ficou esperando que ele tomasse uma
atitude. Nem se quer fechou a porta. Só tirou a mochila das costas e olhou de
novo o estrago na sua calça.
_Então você ainda quer almoçar assim?
Lucas debruçou sobre o volante e riu tão alto. Será que
realmente estava tão feio assim?
_Para de rir Lucas! Me leva pra casa, não vou a lugar algum
desse jeito.
Ele tomou fôlego para não rir mais. Levantou a cabeça e
olhou para ela sentada em cima do sanduiche. ‘’sorte que vai ser fácil limpar
meu banco’’ pensou.
_Sua casa e longe, da tempo de irmos lá em casa e você
trocar de calça. Paramos no primeiro almoço.
_Eu não vou para sua casa...
_Você não tem escolha, se prefere te deixo aqui e vou embora.
_Você e um idiota sabia?
_Só estou querendo almoçar com minha mais nova amiga. E não
tenho culpa se você não olha onde vai sentar. E se fosse algo pior, um gatinho
dormindo. Ia matar o bichinho...
Ele percebeu que ela fez uma cara de choro, devia se lembrar
do coelho.
_Me desculpa. Ana eu sinto muito. Vou levar você para
casa...
_Tudo bem. Podemos passar na sua casa. Mas não me obrigue a
ficar lá!
_Você que manda.
Ligou o carro e foi correndo pelas estradas para
aproveitar o tempo ate seu apartamento.
O que e o amor para voce? cuidar de alguem? ser feliz? dar e receber carinho? ter alguem para chamar de seu? o amor e simplesmente um sentimento que muitos tem, mas poucos sabem usa-lo. amor e tornar a vida de alguem mais feliz. amor e olhar para o proximo. amor e ser honesto caridoso humilde. amor e se apaixonar, e se entreguar, e sorrir com uma mensagem de Te Amo. ate aqueles que nao conheçem o amor, pode descobrir o que e. precisamos procurar o amor, nao nas escolhas fisicas, mas olhar no coraçao.
criado uma comunidade no facebook para minha pagina:
https://www.facebook.com/nandasoulmates
Bom Dia :)
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Bom Dia :)
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Parte 23
Ouviu a porta se abrir e Lucas entrar por ela. Sentiu um
forte calafrio, e começou a ficar nervosa. Seu coração disparou quando ele veio
em sua direção com aquele sorriso de sempre. Parecia um deus, como ele
conseguia deixa-la daquela forma?
_Bom dia Ana.
Ela custou a entender as palavras dele. Não tirava os olhos
de sua boca que não fazia esforço para esconder seus belos dentes.
_A... Oi Lucas.
_Você parece perdida. Algum problema? Estou aqui para te
ajudar.
_Eu estou bem...
Ele puxou uma cadeira e se sentou ao lado dela. Ana percebeu
que ele estava com um copo de suco e uma maça na mão. Colocou na frente dela, e
ficou olhando para seu rosto esperando sua reação.
_Para você. Ainda esta me devendo um lanche.
_Eu não tenho dinheiro para te pagar um lanche Lucas. Eu não
trabalho. E eu já tomei meu café da manhã.
_Tudo bem, mas eu só vou aceitar sua desculpa se hoje depois
da aula for almoçar comigo. E olha só, suco de uva, não e o seu favorito?
_E sim. Como você sabe? E eu não vou almoçar com você. Você
e um estranho.
_Eu sei de tudo sobre você. Se for estranho então porque
entrou no meu carro ontem?
Ele pegou o copo e começou a toma-lo sem tirar os olhos
dela. E sem tirar o sorriso do rosto.
_Eu não tinha outra escolha e por isso.
Ouviram o sinal do intervalo, e em menos de um segundo a
sala da estava cheia de alunos e todos olhavam para os dois. Bela veio logo
atrás e quando viu os dois deu um sorriso enorme. Daniel fechou a cara e puxou
Nicole para mais perto dele. Ninguém queria comentar aquilo, mas o ‘se pegando’
já passou na cabeça de um por um. Lucas se levantou e colocou a cadeira de
volta no lugar. Deixou o suco na mesa de Ana e levou a maça. ‘’ainda bem que
ele senta lá na frente, morreria de vergonha se ficasse olhando toda hora para
mim’’ pensou. Bela sentou na frente dela como sempre, mas não disse nada. Para
sua sorte a professora chegou quando Bela virou para trás para comentar alguma
coisa.
_Isabela vira-se para frente. Tirem seus livros na pagina
88. E silencio.
Quem se interessava por política? Pegou o fone na sua
mochila e aumentou o volume. Por mais difícil que fosse de aceitar começou a
perceber que Zac sumiu desde ontem de manhã. Lembrou-se de quando viu ele pela
primeira vez. Parecia o cara mais sensível do mundo. Mas aos poucos foi virando
um grosso e rude. Só pensava nele. Será que aconteceu alguma coisa grave com
ele? O que era mais grave do que já esta morto? Pensou que poderia saber de
alguma coisa na casa dos pais dele. Mas os coitados não sabiam de nada. Não
sabiam que o filho ainda não tinha ido para seu ultimo lugar. Olhou o copo em
cima da mesa. Pegou olhando para ver se Lucas não ia olhar para trás e tomou
todinho. Deu um suspiro, não tem suco melhor do que aquele amava uvas. Olhou
para o campo, tinha alguns garotos correndo em volta do campo de uniformes. O
dia estava fechado, poderia chover a noite. Alguém bateu na porta e o diretor
entrou na sala. Ana se lembrou de sua mãe. Ele olhou diretamente para ela.
Podia ver que alguém ainda esperava do lado de fora da sala para entrar quando
fosse chamado. Seria sua mãe? O que ela afinal conseguiu descobrir sobre sua
vida no colégio?
_Bom dia alunos. Vou ser rápido não quero atrapalhar a aula
de vocês. A partir da próxima semana, todos, sem exceção terão consultas
diárias com o Dr. Calvin. - Ele apontou para a porta e um homem alto com
cabelos grisalhos e de óculos entrou na sala meio sem graça. - não perguntem por
que precisam disso, apenas pensem no que falarão para ele poder ajudar.
Obrigado.
Ele se retirou, e o Doutor ficou parado sem saber o que
fazer.
_Bom como o nosso queridíssimo diretor disse me chamo Calvin.
E espero fazer um ótimo trabalho com todos você. Quero ajudar a entenderem o
que esperam lá fora. E principalmente o que acontece aqui dentro...
Olhou para Ana, já reconhecendo quem era a aluna de quem
falaram.
_E isso, ate semana que vem. Boa aula.
Saiu da sala de cabeça baixa. Se ela seria
obrigada a conversar o que falaria? Ou será que ele foi designado especialmente
para o caso dela? Eram tantas perguntas que nem viu o tempo passar e a aula
acabar. Todos já iam embora. Decidiu ficar um pouco, para fazer nada.
Parte 22
Foi para o refeitório e sentou-se à mesa onde Bela esperava ela. Sua amiga
falava no telefone. Sentiu falta do seu celular. Esperou ate que as risadas e
conversas altas acabassem. Estava conversando com algum garoto pelo que podia
ouvir. Só faltava a única amiga dela arrumar um namorado e abandona-la. Mas
ainda tinha Lucas, lembrou-se. A ligação acabou.
_E ai Ana. Ta melhor?
_Sim estou. Você esta namorando Bela?
_Claro que não. Estava falando com um amigo. Agora me diz
que historia e essa do Lucas ser tão carinhoso com você ontem? Quando fui
embora ele disse que ficaria ate você acordasse. Mais um apaixonado, ta
ganhando hein amiga.
_Nada a ver. Ele só ficou por ninguém ficaria. Levou-me em
casa e depois foi embora. Nunca dormi tão bem na minha vida.
_Ana eu não queria perguntar, mas o que aconteceu na sala
ontem? Você estava vendo alguma coisa que ninguém mais viu? Ou foi o sangue que
estava caindo em você?
_Era o sangue claro. Já cansei de falar que não vejo coisas.
Eu sempre tive pavor de sangue, era muito raro eu machucar. E quando eu vi o
jaleco que estava vestindo todo...
_Mas você estava falando com alguém... Você disse: ‘’ você
que matou ele’’ não entendi.
_Eu não me lembro de ter dito isso.
_Vamos mudar de assunto. Lucas tem um carrão, mora sozinho,
e inteligente, bonito, bem sucedido. Falta o que mais para você namorar com
ele?
_Bela! Já lhe disse, não tenho nada com ele... Você acredita
que minha mãe pensou que eu estivesse grávida, que absurdo.
Sentiu um arrepio lembrando-se que sua mãe estava por perto.
O que será que o diretor falaria para ela? Com certeza Rob vai estender a
historia para não sair como culpado. A maior parte dos alunos a achavam louca,
então certamente os professores também. Será que juntaria todo mundo para
contar a noticia para sua mãe? Lucas entrou no refeitório e foi como se o visse
pela primeira vez. As meninas se derretiam por ele, lindo e amigo de todo
mundo. Mas ele nunca dera bola para nenhuma garota, será que era gay? Sentou-se
à mesa de sempre ao lado de outros amigos nem tão bonitos quanto ele. Passou o
olhar e parou quando viu que Ana o observava. Sorriu para ela cumprimentando-a.
Ana ficou sem graça e virou o rosto para outra direção. Bela a tira de seu
devaneio.
_Viu isso? Ele quase te deixou nua aqui na frente de todo
mundo. Ele quer você, e olha pros seus olhos, também esta apaixonada.
_Você exagera demais sabia. Não vou discutir novamente. Não
tenho nada com ele. Não faz nem três dias que o conheço. E ele namora para sua
informação.
_Quem e a sortuda?
As duas olharam na mesma hora para ele. Umas garotas
sentaram a mesa de frente para eles. Uma ruiva pegou na mão dele. Na mesma hora
Lucas puxou sua mão e disfarçou estar conversando com um colega ao lado. Nossa
elas pareciam animais em cima de uma presa saborosa.
_Ela se chama Valentina. Não estuda aqui, mas estão felizes.
_Ele que te contou isso? Ou só inventou para fazer você
gamar?
_Me esquece.
Ana se levantou e saiu do refeitório. Bela
naquela manha estava um saco. Como poderia achar que ela tinha um caso com alguém
já comprometido, pelo menos quase. Mas Daniel também e comprometido e ela não
poupou falar que os dois estavam juntos. Ali tudo era errado, ela era louca,
todo mundo se apaixonava por ela. Entrou na sua sala e sentou na sua mesa.
sábado, 27 de julho de 2013
Capitulo 3 Parte 21
Noutro dia abriu os olhos e viu que tinha uma bandeja de
café do seu lado. Sentou animada pensando que só sua mãe sabia fazer o melhor
café para levar na cama. Tinha fruta, pão integral, cookies. E suco de uva, seu
favorito. Olhou para o relógio, ainda estava cedo para ir para o colégio. Sua
mãe entrou toda arrumada. Mas ela não estava trabalhando em casa?
_Aonde você vai mãe?
_Para o colégio com você querida.
_Por quê?
_Porque me chamaram. Quando chegar lá eu te explico direito
o motivo da minha ida. Agora tome seu café e vá tomar banho. Você esta
cheirando a suor. Esqueci-me de lhe falar ontem. Seu amigo lindo mandou um
abraço para você quando acordasse. E disse ainda que estava devendo ele um
lanche.
_Lucas?
_Sim... Lucas. Esta namorando com ele Ana?
Analice engasgou com o suco entornando no edredom da sua mãe
que a olhou com cara feia.
_Claro que não mãe... Ele e só um amigo da sala.
_Sei. Ele e tão fofo, trouxe você de carro. Ficou na
enfermaria com você depois que desmaiou. Estava todo preocupado... Você esta
grávida Ana?
Aquilo não estava acontecendo. Em plena manhã, quando pensou
que tudo daria certo.
_Mãe! Eu ainda sou virgem –sussurrou para que seu pai não
ouvisse –não tenho nada com ele.
_Menos mal. E que você agora vive desmaiando. E eu reparei
que sua barriga cresceu.
_Isso não tem nada a ver. Posso terminar meu café?
_Pode.
Helena saiu do quarto e fechou a porta satisfeita por tirar
algo da boca dela. Nada que um café da manha não faça. Ela não entendeu nada.
Mas continuou a comer estava com tanta fome. Nem se lembrava da ultima coisa
que comeu. Tomou seu banho e deu um jeito no cabelo. Seu pai tomava café como
sempre tomou, lendo jornal. Os óculos abaixados. Lindo demais. Sentou e pegou
uma maça. Esperava sua mãe que pegava a bolsa.
_Pai você sabe por que mamãe vai ate o colégio comigo?
_Não sei não Ana. Mas seu diretor ligou ontem, e ela decidiu
ir lá para saber o que esta acontecendo.
_Ata. E o que esta acontecendo?
_Eu não sei. Esta acontecendo alguma coisa?
_Não...
_Então pronto, sua mãe vai lá perder tempo conversando com o
seu diretor, tentando descobrir algo.
Ela apareceu na cozinha já com a chave do carro na mão.
_Vamos querida.
_Tchau pai, me deseje sorte hoje.
_Boa sorte anjo...
As duas saíram e entraram no carro. Ficaram caladas o
caminho todo. Ana imaginou que ela estivesse indo por causa de ontem que ela
desmaiou na sala. Sua mãe sempre foi protetora demais, e muitas vezes chata.
Foi quando ela decidiu não contar mais nada para seus pais do que acontecia com
ela. Evitando que ambos ficassem preocupados sem motivo. Mas dessa vez não
tinha escapatória, quando ela soubesse que a filha estava vendo almas... Era
perigoso agir como David acreditando que tinha cura. Helena parou o carro no
estacionamento. Analice abriu a porta e saiu correndo.
_Mãe já vou!
_Espera Ana vou com você...
_Estou atrasada para a minha primeira aula! Beijos mãe...
Afastou do carro. Não queria que ninguém a visse
com sua mãe. E sabia que ela iria obriga-la a ir ate o diretor.
Parte 20
Ela abriu os olhos e viu que estava no seu quarto. Como eles
a levam para cama sem ela nem perceber. Tirou os tênis que ainda estava
calçando e puxou a coberta ate a cabeça. Como ele fez bem para ela hoje, foi um
grande amigo ‘’só isso’’. Sonhou para sua infelicidade com Zac. Ele parecia
diferente, estava de terno, com os cabelos secos e jogados. Sorria para ela
como nunca sorriu antes. Estavam na porta do ginásio do seu colégio. Estava
acontecendo um baile de formatura, seu baile. Estava com um vestido branco, os
dois estavam combinando. Era o casal mais lindo dali. Entraram e lá estavam
todos. Bela não acreditou que estava com ele, deu uma piscadela para a amiga.
Daniel estava com uma garota que ela nunca viu no colégio. Lucas estava com uma
garota que era linda. Estava com um vestido preto e um corpete cheio de pedras
brilhantes. Devia ser Valentina. Seus colegas de sala a admiravam. Estava se
sentindo tão feliz. Não queria acreditar naquilo, parecia um sonho. Foram para
o meio da pista e começou a tocar uma musica lenta. Zac pegou na cintura dela e
a puxou para mais perto. E para sua felicidade, no sonho, ele sussurrou em seu
ouvido.
_Esta vendo anjo. No final tudo acaba bem, e eu nunca mais
vou ferir você. Desculpa-me por tudo que te fiz passar, mas hoje estou aqui
graças a você. Quando me...
Não conseguiu ouvir mais o que ele dizia. A musica estava
mais alto do que quando chegaram. Só via seus lábios mexendo, será que estava
contando como ela o salvou? Chegou mais perto da boca dele, para tentar ouvir o
que mais dizia. Mas só conseguiu ouvir:
_Eu te amo Ana...
Ele não falava com aquela voz que so ela ouvia. Ela olhou para o rosto dele e viu que era Daniel. Afastou-se e
caiu em cima do garçom que trazia uma bandeja de bebidas. Seu vestido ficou
todo manchado, Daniel estava vindo em sua direção. Começou a chorar, onde estava
o homem que amava? Onde estava Zac? Será que ela não o salvou? Ele estava
eternamente morto? Tentou se levantar, mas Daniel colocou o pé em seu estomago,
impedindo que ela levantasse.
_Pensou que tudo acabaria bem? Você o matou. Agora esta
livre para sofrer nesse mundo que você escolheu.
Todo mundo começou a rir. Ate Bela ria dela. Sua maquiagem
estava borrada. Seu cabelo bagunçado e molhado. Sentia cheiro de álcool em seu
vestido. Queria fugir dali, correr para o lago e encontrar com Zac.
_ZAAAC!!
Sentou na cama assustada. Olhou ao redor para ter certeza que estava em casa. Mas era só mais um pesadelo para sua lista que iria crescer. Queria
mais do que tudo saber onde ele estava. Queria que ele viesse atormenta-la.
Queria beija-lo. Queria ele todo para ela. Começou a chorar. Estava tão difícil
aguentar aquilo tudo. Enxugou as lagrimas que desciam sem parar. Levantou e
tirou a camiseta molhada de suor e vestiu outra. Prendeu o cabelo e
foi para o quarto do seus pais. Entrou e fechou a porta, parou na frente de seu
pai que acordou com os passos dela.
_Esta tudo bem Ana?
_Sim papai. Só quero dormir aqui, posso?
E voltou a chorar.
_Deita aqui meu anjo...
Deitou no meio dos dois. Sua mãe fez carinho em
seus cabelos molhados. Percebeu que ela teve algum pesadelo. Não demorou muito
e voltou a dormir. Dessa vez estava segura, com as únicas pessoas que amava na
vida.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Ana esta tao perdida com suas emoçoes que não sabe mais o que deve seguir. Se o coração ou a razão. E certo que ela esta apaixonada por Zac. Da forma como entrou na sua vida. De como trata ela. Em um dia ele e carinhoso e dedicado, em outro ele agressivo e grosso. Ela teve medo no inicio, mas depois que descobrir a verdade, fara de tudo para traze-lo mais para perto. E se possivel tirara sua propria vida para salva-lo. Percebi que amor não e estar com a pessoa, mas sim deixa-la ser feliz. E para isso muitos são capazes de tudo...
#LoveMyBoyfriend
#LoveMyBoyfriend
Parte 19
Quando parou o carro na porta da casa de Ana, os pais dela
já esperavam a porta. Ele desceu e foi ao encontro deles.
_Boa tarde, sou Lucas e vim trazer a filha de vocês.
Helena já queria saber se a filha estava bem.
_O que aconteceu com ela? Porque você teve que acompanhar
ela?
_Eu apenas dei uma carona, ela não estava em condições de
andar.
O pai dele foi ate o carro e pegou a filha no colo. Em
momento algum Ana acordou. Levou ela para dentro e deitou-a na cama.
_Entre, por favor. –ele entrou e se sentou no sofá da sala.
Não era muito chamativo o ambiente. Mas possuía moveis muito bonitos, parecia bastante
com uma decoração chinesa. –Chamo-me Helena e meu marido Eduardo. O diretor
ligou aqui em casa, falando que Ana esta tendo problemas lá. Mas não quis dizer
que tipo de problemas. Estou preocupada com ela, já que Ana desde pequena
sempre foi calada. Tenho medo de estar acontecendo alguma coisa com ela, mas
ela não contar nada para nós.
_Eu não estou sabendo que ela esta tendo problemas. Sou da
sala dela, e é uma ótima aluna. Mas como e novata não conversa muito com os
outros alunos. O que mais o diretor disse?
_Que amanha acompanharia ela para um tal de Dr. Calvin. Ele
e psicólogo do colégio. Eu não entendo porque ela precise de um psicólogo.
Minha filha não tem problemas nem pessoais nem particulares...
_Acho que estão exagerando. Hoje tivemos uma aula que a
deixou abalada, e talvez seja o motivo dela ter ido parar na enfermaria. Eu era
sua dupla e tínhamos que cortar um coelho...
_Mas Ana não suporta ver sangue... Coitada, como um
professor tem coragem de fazer isso com os alunos. Eu irei pessoalmente amanha
acompanha-la e vou buscar saber exatamente o que esta acontecendo. Sinto que
estão escondendo muita coisa de mim.
Eduardo voltou para sala e se sentou ao lado da esposa. Não
disse nenhuma palavra.
_Lucas tem a ver com aquele dia que ela sumiu no bosque?
_Eu não sei de nada Sra. Helena. Não tem nem dois dias que
somos amigos. Mas assim que ela me contar alguma coisa sobre seus problemas eu
aviso. Agora eu tenho que ir embora. Se precisarem de alguma coisa ela tem meu
telefone.
_Obrigado Lucas. Quando ela acorda digo que o que?
_Que eu deixei um abraço. E ela esta me devendo um lanche.
Desceu as escadas e entrou no seu carro. Deu um tchau pela
janela pra mãe dela. Como Helena era bonita, a filha então nem se fala. Porque
será que o pai dela não dissera nada para ele? Será que achou estar dando em
cima da filha dele? Foi para sua casa recuperar o tempo que perdeu salvando
Ana.
Parte 18
Lucas apareceu com suas mochilas na mão. Estava com um
sorriso de derreter corações.
_Vamos. Meu carro esta no estacionamento do colégio. Você
pode andar ate lá?
_Você tem um carro?
Ele riu deliciosamente.
_Claro que sim. E também moro sozinho. Meu pai mora com a
namorada dele. Mamãe morreu quando era pequeno.
_Sinto muito... Mas deve ter uma namorada?
Ele parou de andar e olhou para ela achando graça. Ana
pensava se tinha dito alguma coisa errada.
_Você esta interessada na minha pessoa?
Foi a vez de Ana rir. Não ia se apaixonar por ele, ele não
fazia seu tipo. Alias ela nem sabia qual e o seu tipo.
_Claro que não... Só perguntei por curiosidade.
_Eu tenho uma grande amiga de infância. Ela e muito bonita e
inteligente. Ela foi para Paris, e antes de partir me fez prometer que quando
ela voltasse a amaria. E pediria ela em casamento. Eu estava me apaixonando por
ela, meus amigos sempre me falavam que ela estava afim. Então agora eu não sei
se ela ainda quer que eu a ame. Talvez quando voltar já esteja casada e com
filhos...
_Faz quanto tempo que ela viajou?
_Mais de dois anos.
Ana se odiou por ter feito aquela pergunta. Não queria saber
daquela historia romântica. Ela não amava ninguém, não gostava de ficar perto
de apaixonados. Estava agora sem graça de perguntar qualquer coisa para ele.
_E esse tempo todo não se envolveu com nenhuma garota?
_Sim, não sou de ferro. Mas eu ainda penso nela muito. De
uns meses para cá nem tanto. Estou bastante focado nos estudos. Tenho medo de
me apaixonar antes dela voltar e ela se esquecer de tudo que passamos, e do que
planejamos para o futuro.
_Eu sinto muito por essa situação. Mas eu acho que você não
deveria ficar se prendendo tanto a ela. Qual o nome dela?
_Valentina
_Nome bonito.
_O seu também e.
Os dois continuaram andando calados ate o carro dele. Um
Ford Fusion prata era o único no estacionamento. Pensou se entraria mesmo no
carro com ele. Mas não estava em condições de uma longa caminhada ate sua casa.
Ele educadamente abriu a porta para que ela entrasse. Sentou no banco de couro
e macio e relaxou. Viu-o dando a volta no carro com um mega sorriso. Porque
será estava rindo? Sentou no banco do motorista, colocou o sinto e ligou o
carro.
_Se quiser parar em algum lugar para comer. Seu motorista
particular já esta a disposição.
_Deixe de ser bobo. Você não e meu motorista. E eu quero
comer em casa. Não tenho dinheiro aqui comigo...
_Mas quem disse que você vai pagar?
_Eu quero ir embora, tomar um banho e dormir. Estou com
muita dor nas costas.
_Tudo bem. Como você quiser. Agora coloca o sinto, não quero
arriscar a sua vida valiosa.
Ela virou o rosto para a janela e começou a
reparar na estrada. O dia mal tinha começado e já foi todo embora. Se Zac
soubesse que ela estava no carro com Lucas já teria aparecido. Onde ele estava
agora? Ana estava tão cansada que acabou dormindo de novo. Lucas olhou para o
lado e viu que ela estava dormindo, como era linda. Voltou o rosto para frente.
Tinha que prestar atenção na estrada. E tinha que parar de pensar nela. O
caminho ate sua casa foi tranquilo, nada que a despertasse.
Parte 17
Pensou que não era uma boa ideia. Mas nunca falou para
ninguém sobre ele. Como poderia ver fantasmas, se só via um garoto que foi dado
como morto. Resistiu no começo, mas acabou contando tudo, desde que saiu do
vestiário e deixou Bela para trás. Em algumas partes ele ria do que ela falava,
não era engraçado, mas também riu com ele. Sentia-se bem conversando com ele,
ate parecia amigos de infância. Foi difícil falar sobre a noite da festa, que
confundiu Daniel com Zac.
_Então quem deixou Daniel daquele jeito foi o seu amigo. Bem
feito para ele.
Ela continuou contando, falava com tantos detalhes que ate
surpreendia ela, se lembrando de tudo que passara em tão pouco tempo. Lucas não
acreditou quando ela disse que ele tentou afoga-la no lago. Lembrou que nunca
teve coragem de ir lá. Por causa das historias que seus amigos inventavam. Ate
ia lá, mas ficava olhando a paisagem de longe que muitas vezes para ele era
assustadora. E por fim Ana falou sobre o que aconteceu naquele dia. Viu que ele
ficou meio triste, não sabia por quê. Falou que viu ele ao lado do Rob falando
na cabeça dela. Assustando-a.
_Você acha que ele pode fazer algo pior com você?
_Eu não sei... Mas eu não arriscaria saber. Ele e capaz de
qualquer coisa para conseguir o que quer. Eu não queria que ele precisasse de
mim. Não queria que nada disso tivesse acontecido.
_Você tem que evitar ficar sozinha. No caso dele aparecer
você não correr maiores riscos.
_Mas ele não vai ligar se eu estiver em meio a uma multidão.
Só eu posso vê-lo, se alguma coisa me acontecer ninguém vai saber dizer por
quê. Ele quase bateu na Nicole quem dirá em mais pessoas. Ele não tem medo de
nado, isso que me deixa com temor ainda.
Ele levantou o rosto dela para que olhasse em seus olhos.
Pós uma mecha de cabelo solta atrás de sua orelha para poder admira-la melhor.
Como era linda e frágil.
_Pode deixar que eu não vou deixar nada acontecer com ele.
Mesmo não podendo vê-lo vamos conseguir atingi-lo.
_Obrigada...
Foi a única coisa que conseguiu dizer antes de cair no seu
colo chorando. Agora podia finalmente contar com alguém para ajuda-la a fugir
de Zac. Chorava também porque gostava dele, mesmo com toda sua grosseria em
torno dela. Gostava de vê-lo nadar, quando dormia, mesmo que de mentira. Já era
possível saber que sentia algo por ele. Qualquer uma no lugar dela, por pior
que ele fosse sentiria algo por Zac. Ele não tinha culpa de ter se transformado
em quem e agora. Ela sentia tanta pena dele, deve estar sofrendo sem poder ver
os pais novamente. Não ligava que estive daquela forma com Lucas não tem nem
dois dias que eles se conheceram e ele já sabe mais dela do que a maioria do
colégio. Ele era diferente de Daniel e principalmente de Zac. Se o pesadelo for
continuar teria Lucas do seu lado. Ele entendia melhor desse outro mundo do que
ela, pelo menos e o que parecia.
_Espere aqui. Vou buscar nossas coisas, e te levarei em
casa.
Levantou-se e saiu correndo para dentro do
prédio enorme onde estudava. E onde nunca queria ter ido. Olhou pra sua roupa e
viu um pingo de sangue na sua casa. Desviou o olhar para não se lembrar do
momento que estava coberta de sangue de um coelho. Aquilo deveria ser proibido
nos colégios, em qualquer lugar. Colocar um animal na mão de um aluno que não
sabe o que fazer deveria ser proibido. Rob devia estar com a consciência
pesada, ela nunca mais queria ver um coelho na sua frente. Sorte a dela que Zac
decidiu não aparecer de novo. Quando o ver novamente, tomara coragem e falara
que ele e um covarde. Que não tem coração, que e sorte de seus pais dele estar
morto.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Parte 16
Todo mundo foi pra cima vê-la. Rob abriu caminho e pediu que
todo se afastasse. Lucas ficou tão preocupado com ela. Carregou ela ate a
enfermaria, e deitou-a na maca.
_O que aconteceu dessa vez com ela?
Rob estava nervoso, passava a mão na cabeça. Pediu que Bela
e Amanda limpasse a sala e coloca-se o coelho no tampo de volta. Pediu que os
outros alunos fossem para o refeitório. Sentia-se culpado o que aconteceu com
ele, como pode fazer aquilo com a coitada. Viu que a garota deitada estava mais
pálida do que nunca. Seu jaleco cairá tão bem nela, mas agora estava num
vermelho intenso lembrando-o da sua loucura.
_Ela estava me ajudando com um coelho. Mas algo deu errado e
deve ter se assustado com o sangue na sua roupa.
_Ela tem sérios problemas. Não e a primeira vez que desmaia
e vem aqui. E dizem que ela viu alguma coisa. Amanha assim que ela chegar vai
manda-la para o Dr. Calvin. Tenho certeza
que ele saiba o que fazer com ela.
_Não acho que seja doida. Que vê fantasmas... Esses alunos
inventam muitas coisas.
_Você não acha o fato estranho que somente ela seja assim.
Sua amiga me falou que ela vê sim. E ela e a única que conversa com Ana, a mais
próxima.
_Eu não sei o que fazer. Vou ligar para os pais dela, e conversar
com eles. Talvez nem saibam o que se passa aqui na escola. Ela parece ser
fechada com todo mundo.
_Faça isso...
Lucas ficou o tempo todo perto dela. Trocou de blusa, pois
sabia que quando acordasse ela poderia ter outro susto. Segurava sua mão e fazia
carinho nos cabelos macios dela. Sabia que ela era especial, não sairia de
perto dela enquanto não contasse para ele tudo que aconteceu depois que viu seu
primeiro fantasma. Mas e se quem ele visse não fosse fantasma? Fosse mais
perigoso. Pudesse feri-la. Lembrou-se de sua irmã, ela sempre teve medo. Disse
que via almas que eles ameaçavam ela. Muitas vezes foi ao quarto da irmã e
encontrava-a em prantos gritando em seus pesadelos. Ouvia-a pedindo para parar,
para não machucar ninguém. Seu pai não queria que a levasse para um medico.
Vivia dizendo que tudo passaria. No fim acabou passando da pior maneira. Ela
agora esta morta, e nunca mais ver ela novamente. Ana mexeu um pouco, mas ainda
continuava dormindo. Tomou uma decisão ainda olhando para ela. Não deixaria
ninguém fazer mal algum a ela. Não deixaria que ela sumisse como sua irmã.
Faria de tudo para ajuda-la. ‘’vou cuidar dela, como deveria ter cuidado de
Sarah... ’’. Ela abriu os olhos devagar, ate absorve a forte luz da sala. Olhou
para o lado e viu Lucas sorrindo para ela. Sorriu também, odiou ele por isso.
Viu que ele também segurava sua mão. Não estava mais com o jaleco de Rob, ele
não estava mais com a blusa azul.
_Sua blusa...
_Esta tudo bem, eu troquei ela. Você tem que ficar um pouco
aqui, ainda esta um pouco fraca.
A enfermeira que conversou com Rob mais cedo entrou com uma
bandeja com um copo d’água e um comprimido. Entregou para ele e saiu novamente,
sem dizer nada. Lucas a ajudou a se sentar e entregou o copo e o remédio.
_Estou com meu corpo doendo.
_Deve ser o jeito que você caiu na sala.
Ana estremeceu se lembrando de com o foi parar ali. Zac era
um monstro não queria vê-lo nunca mais. Olhou a sala de novo. Da ultima vez que
esteve ali foi embora com a pessoa errada. Tentou se levantar, mas Lucas não
deixou ela colocar os pés no chão.
_Não. Pode se deitar de novo. Você ainda tem que ficar aqui
um pouco ate o remédio fazer efeito. Não se preocupe, não tem mais ninguém no
colégio. Já foram todos embora.
_Quanto tempo eu dormi?
_Mais de cinco horas...
_O que!
Olhou o relógio na parede. Eram 16h45min da tarde. Deitou de
novo e olhou pela janela o campus. Queria tomar um pouco de sol.
_Quero ir ao sol. Aqui esta frio.
_Se você prometer que não vai decidir ir embora lã fora.
_Tudo bem, eu prometo.
Antes que ela pudesse levantar já estava nos braços dele.
Ficou sem graça e com sempre vermelha. Passou o braço pelo pescoço dele, e
recostou a cabeça no seu peito. Aquilo parecia um sonho. Será que tinha morrido
e foi para o céu? Riu com os olhos fechados. Ele a segurava facilmente. Era
leve e bonita como um anjo. Tomou cuidado para não cair nos degraus da entrada.
Levou ela pelo pátio com um jardim florido. O sol estava uma delicia. Seria bom
para ela ficar um pouco ali. Sentou-a no banco e se sentou ao lado. Os dois
ficaram observando a paisagem, era lindo aquilo tudo. Como nunca reparou na
variedade de flores, umas nem sabia que existiam. Lembrou que sempre chega e
vai direto para sala. Para evitar incômodos com outros alunos. Como foi naquela
manhã.
_Eu sei que você deve estar me achando chato. Mas eu quero
muito saber do que aconteceu quando você foi para o lago. Quero saber para
poder ajuda-la...
Parte 15
Os dois olharam para ela surpresos. Bela riu da cena,
levantou-se e saiu da mesa. Percebeu que não era hora nem momento para bater
papo. Zac queria afundar a cabeça dela no chão por ela ter gritado com ele. Mas
que cara chato se irrita tão fácil. Claro que nem tudo são flores. Lucas
aparece novamente e dessa vez não pediu para se sentar. Ficou olhando Ana
lendo, e depois ria. Zac não tava conseguindo acreditar naquilo. Ele tava dando
bola pra ela?
_Me chamou Aninha?
_Aninha? Se amanha ele
aparecer morto não me culpe!
Zac sumiu do lado dela. Agora queria mais que tudo ler o
livro, mesmo com conteúdo não atrativo. Os minutos passavam e Lucas continuava
olhando para ela. Como era bonita, devia participar de concursos de beleza. Será que tinha alguma espinha na sua testa
dele? Porque ele não tirava os olhos dela. Fingiu não ligar. Ele deu uma risada
que chamou a atenção dela. Foi quando percebeu que ele já estava com uma
revista em quadrinhos na mão lendo. Ficou aliviada de não estar com uma
espinha. ‘’Onde será que Zac foi?’’ pensou. Viu o tempo passar. Quando o sinal
bateu saiu sem se despedir. Foi para a
sala e nunca teve aulas tão chatas na vida. Seu ultimo horário era com o Rob
que prometia abalar os alunos.
_Meus queridos alunos. Como esse e o ultimo ano de todos,
queria que nunca se esquecessem de mim. E hoje vai ser um grande começo.
Analice venha ate aqui, por favor.
Ela se levantou e foi
ate a frente da sala, com todos os olhos voltados para ela. Sabia o que viria a
seguir e odiava aquilo.
_Muito bem. Pode se vestir com meu jaleco. Esta pronta?
Foi ate seu armário e tirou um enorme tampo transparente com
um coelho, e em outro tirou um menor com um rato. Não sabia se ambos estavam
vivos, mas sabia que iria vomitar a qualquer momento. Colocou em cima da mesa
de Lucas que se sentava na frente. Respirou e começou a falar.
_Hoje escolho como dupla Lucas e Ana. Os outros poderão
chegar mais perto. Quero que anotem tudo que eu disser, e vocês dois farão como
eu mandar. Qualquer erro o animal poderá morrer.
Uma aluna loira e baixinha que já estava com seu caderno na
mão levantou o dedo para perguntar.
_Mas hoje não iremos abrir o animal para trabalhar dentro
dele?
_Não Amanda. Hoje quero que seus colegas salvem um desses
dois. Como irei explicar agora.
_Aninha escolha qual você quer costurar.
_Eu quero vomitar posso?
_Essa opção não tem querida. Anda vamos começar. A hora voa.
Foi para o lado de Lucas que já escolhera o coelho. Deu um
sorriso para ela tentando tranquilizar-lá. Rob começou a falar como eles
deveriam fazer. Ana pegou na navalha tremendo ate conseguir deixa-la cair.
Estava tão nervosa, não podia ver sangue na sua frente. Uma vez ou outra
colocava a mão no coelhinho marrom, que estava anestesiado. Sentiu uma mão
segurando na sua cintura. Olhou para trás e Zac estava com uma cara zangada,
não entendeu por que. Mas virou para frente para se concentrar no que o
professor falava. Se algo desse errado o pobre coitado poderia morrer.
Lentamente começou a esguichar um pouco de sangue onde Lucas fazia uma leve
perfuração. Ela fechou a boca, e tratou de olhar para o lado. Viu que Daniel
olhava para ela com ternura, ou seria pena dela ter sido escolhida para aquele
trabalho? Zac ainda estava atrás dela. Queria mostrar para ela que ele devia
obedece-lo para que tudo desse certo. E não havia momento melhor do que aquele.
Nunca gostou de animais, não teria pena de um coelho. Passou para o lado do
professor e ficou de frente para os dois, que estavam tão concentrados no que
faziam. Começou a dar gargalhadas tirando a atenção de Ana que era a única que
podia ouvi-lo. O que estava fazendo, não tinha graça nada daquilo. Olhou nos
olhos dela, e deu seu sorriso mais impactante. O sangue começou a espirrar na
roupa dos dois. Lucas não usava jaleco, sua blusa azul já estava toda manchada.
Rob manda-os continuar.
_Não parem!
Ate parecia que Zac falava para ele. A respiração de Ana
aumentou Bela queria tirar a amiga dali, mas sabia o que iria acontecer. Teria
que entrar no lugar da amiga e não queria de forma alguma pegar naquele coelho.
Zac por fim falou.
_Você sabe esse
bichinho já esta morto?
_Ela viu suas mãos borradas de sangue. Lucas tinha feito
tudo errado. Não era para estar perdendo tanto sangue. Ou será que ela e que
errou em alguma coisa. Não conseguia mais ouvir o que o professor falava. Seus
ouvidos tamparam e ela começou a chorar. Sentiu seu corpo doendo, seus músculos
ficaram pesados. Largou uma pinça que estava segurando na mesa e foi arrendando
para trás lentamente. Os alunos agora olhavam para ela. Lucas não entendia o
que estava acontecendo com ela.
_Você e tão malvada
Ana. Pobre coitado foi vitima de duas pessoas que não faziam ideia do que
estavam fazendo. Ele não estava doente. Não tinha precisão de furarem-no todo.
_Não...
_Você não e boa o
suficiente para me ajudar...
_Você que matou ele!
Gritou tão alto que todo mundo parou o que
fazia. Zac foi embora novamente. Lucas vinha em sua direção com as mãos
cobertas de sangue. Mas não chegou a tempo de segurar ela quando desmaiou e
caiu no chão.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Parte 14
Saiu andando torcendo pra que nenhum dos dois viesse atrás
dela. Foi à biblioteca ler um livro. Gostava de ler livros policiais.
Principalmente quando uma mulher era suspeita. Aquela senhora ainda olhava para
ela como se fosse bandida. Sentou-se à mesa dos fundos e começou a ler. Viu o
tempo passar. O livro que pegou não era muito bom. Que policial idiota era
aquele, a fez estremecer lembrando-se do policial da sua realidade.
_Ola
Um garoto muito bonito parou na sua mesa. Reconheceu-o da
sua sala. Aquele que adora as aulas de historia. Usava um óculos muito
charmoso, os cabelos arrepiados e claro. Era alto e magro. Estava com um
sorriso de orelha a orelha. Ela não sabia como, mas sorriu só de olhar para
ele. Percebeu como ela reagiu a sua chegada e sorriu mais ainda. Mas ela já
havia fechado a cara vendo como ele ficou. Voltou a olhar para o livro.
_Oi!
_Nossa Ana seu maior fã, vai deixar falando sozinho?
Ela olhou para cara dele surpresa.
_Por que você seria meu fã? Não sou famosa nem nada.
_Claro que e! Pelo menos nessa cidade. Posso me sentar?
_Claro. Já esta ai mesmo.
_Eu fiquei sabendo que você vê fantasmas ou coisas do tipo.
Eu sou fã incondicional de pessoas assim. Eu acho que já vi um quando era
pequeno. Mas eu era pequeno poxa. Meu pai e um saco, considerado o melhor
policial dessa parte da cidade. Ele ate parece que me odeia por eu ser assim.
_ Você e filho daquele policial chato... Qual o nome dele
mesmo?
_David. Sim ele e meu pai. Chato? Pior que isso. Ele já deve
ter lhe procurado para falar da minha irmã. Ele amava ela tanto, mesmo usando
drogas, bebendo demais, chegando em casa 06:00 da manhã. Namorando garotos
totalmente errados. Mas nunca reclamou. Agora comigo não posso chegar em casa
um minuto atrasado que sou vagabundo. Que não vou ser ninguém... Mas quando ela
sumiu, teve certeza que alguém a matou. Ficou com isso na cabeça. Ai você
apareceu, todo mundo comentando das suas loucuras, tenho pena de você.
_Não tenha, afinal não vejo fantasmas e não me importo com o
que os outros dizem a meu respeito. E quem e você?
_Prazer meu nome e Lucas. –estendeu a mão, mas ela não
aceitou. Abaixou-a sem graça percebendo que a bichinha e de ferro –eu sei que
você ainda não foi com a minha cara mas eu espero que sejamos grandes amigos. E
espero mais ainda poder te ajudar.
_Não preciso de ajuda Lucas. E se você quiser me fazer um
favor deixou-me continuar lendo. O livro esta tão interessante...
_Me desculpa, eu pensei que você quisesse saber mais sobre o
mundo que esta vivendo. Mas antes de ir vou lhe dar um conselho. Não afronte
eles, nossos piores inimigos e aqueles que vivem na nossa cabeça e que ninguém pode
vê-los.
_Obrigada pela dica. Vou saber me virar sozinha. Tchau.
Ele saiu meio sem graça. Mas estava determinado a conquistar
a amizade dela, a garota que via as mesmas coisas que sua irmã desaparecida. Ana
continuou lendo o livro chato. Bela chega e senta na cadeira e começa a rir
para ela. Zac senta-se ao seu lado e começa a falar como nunca ouvira antes.
_A próxima vez que
você der papo para aquele idiota, eu não sei o que eu vou fazer com você. Será
que e tão difícil assim você ficar sem conversar com idiotas? Esta me ouvindo?
Ela olhou para ele e mostrou a língua. Bela percebe que não
foi para ela e fica animada.
_Ai meu Deus! Tem algum fantasma aqui?
Zac continua o discurso.
_Escuta o que estou te
falando. Ele não e uma boa companhia. Só vai te tirar do foco!
_E homem ou mulher. Da um oi por mim amiga, fala que eu
também quero conhecê-los.
_Você quer mandar ela
calar a boca! Ou eu mesmo faço isso.
Puxou a cadeira para trás, e ficou enfrentando Bela. Mas ela
não podia vê-lo. Ana fechou o livro e ficou olhando pro nada. Como poderia conviver
com aquilo por mais tempo? Se continuasse desse jeito ficaria louca de verdade,
e para sempre.
_Ana você e demais. Como faz para ter contato com esses
tipos de pessoas?
_Essa garota esta me
irritando. Tenho certeza que ela sabe que eu estou aqui!
Dessa vez foi Ana quem falou surpresa.
_Ela pode te ver também?
_Ela quem?
_Cala a boca Ana! Você
não sabe manter essa língua dentro da boca não? Ela esta te ouvindo! Manda-a ir
embora daqui!
_Analice?
_CALEM A BOCA!
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